Reino Unido escolheu o Brexit. Mercados em queda livre. Cameron demite-se (vídeo)

(REUTERS)

Os resultados já são finais e oficiais. Os britânicos pronunciaram-se, no referendo de quinta-feira, a favor da saída do Reino Unido da União Europeia. Os mercados reagem com fortes quedas. A libra nunca desceu tanto numa sessão e está em mínimos de 30 anos.

Cameron anuncia demissão

O primeiro-ministro britânico anunciou a sua demissão, depois de o Leave ter ganho o referendo sobre a permanência na União Europeia. David Cameron diz que vai tentar “segurar o barco” nos próximos meses e aponta a saída para Outubro.

David Cameron anunciou esta manhã que a saída da União Europeia, decidida no referendo desta quinta-feira, resulta de uma decisão “muito clara” do povo britânico, que “deve ser respeitada”. “Não pode haver dúvidas sobre o resultado”, e por isso, Cameron anunciou a sua demissão, uma vez que defende a manutenção na UE. “Não faz sentido que eu seja o comandante que guia o país para uma nova direcção”, assinalou.

“O povo britânico tomou uma decisão muito clara de seguir um caminho diferente” à permanência na União Europeia, assinalou David Cameron, do Partido Conservador. “Isso requer uma nova liderança para levar o país nessa direcção”, sublinhou o primeiro-ministro, numa conferência de imprensa à porta da sua residência oficial, no número 10 de Downing Street.

“Vou fazer tudo o que puder para segurar o barco nas próximas semanas e meses”, mas é “necessária uma nova liderança”, afirmou David Cameron.

 

Já há uma petição online a pedir um segundo referendo

Circula online uma petição para que o Governo britânico avance com um segundo referendo. A mesma exige que o “Brexit” só seja validado com uma participação superior a 75% e o resultado final obtenha 60% dos votos.

A petição conta já com quase 45 mil assinaturas. O Governo britânico dá resposta a petições com mais de 10 mil assinaturas. Acima das 100 mil assinaturas, o tema é discutido no Parlamento.

“A decisão dos britânicos a favor de um Brexit marca a derrota do bom senso. Os políticos têm agora de fazer tudo para que se limitem os danos. Isso significa garantir que o Reino Unido permanecerá o mais possível integrado no mercado interno. As negociações nesse sentido devem ser conduzidas rapidamente para que a fase de incerteza em relação às relações económicas futuras dure o menos tempo possível”, afirmou o presidente do Instituto alemão Ifo, Clemens Fuest. (Jornal de Negocios)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA