Reforçada estratégias em prol da fauna e flora selvagem

Maria Cándida Teixeira - Ministra da Ciência e Tecnologia (Foto: António Escrivão)

Os trabalhos do ciclo de conferencias sobre o comércio ilegal da fauna e flora selvagem, realizado em prol do Dia Mundial do Ambiente, encerraram na noite de segunda-feira, em Luanda, com recomendações para o reforço das estratégias de protecção da diversidade biológica angolana.

O evento, encerrado pela ministra da Ciência e Tecnologia, Maria Cândida Teixeira, foi marcado pela apresentação de temas ligados a convenção internacional sobre o comércio de espécies da flora e fauna em vias de extinção.

Maria Cândida Teixeira enalteceu os esforços empreendidos na protecção das várias espécies, bem como o apoio prestado pelo sistema das Nações Unidas.

Por sua vez, a secretária de Estado para a Biodiversidade e Áreas de Conservação, Paula Francisco Coelho, disse que as celebrações do “5 de Junho” permitiram abrir um novo ciclo de abordagem e reforço de estratégias para a protecção e conservação da fauna e flora selvagem.

“Continuaremos engajados na implementação dos programas do sector, seguindo, cada vez mais, as recomendações feitas, quer por peritos nacionais, quer por especialistas internacionais”, garantiu a secretaria de Estado.

Referiu que, entre outros desafios, consta a inventariação dos recursos naturais, assim como a demarcação das áreas de conservação terrestre e marinhas, estudos científicos sobre as espécies migratórias e o alcance das metas do desenvolvimento do milénio.

Paula Francisco enalteceu o encontro, considerando de positiva as actividades que marcaram as celebrações do Dia Mundial do Ambiente em Angola, pois, que, para além do acto oficial foi marcado com a inauguração da escola nacional de formação de fiscais na província do Cuando Cubando, e o encerramento, de forma pacífica, das bancadas que comercializam peças esculpidas de marfim no mercado do Benfica, arredores da cidade de Luanda.

A consultora internacional Tamara Ron exortou a necessidade de se parar com a caça furtiva, para que os animais possam reproduzir-se naturalmente, especialmente os que se encontram em vias de extinção como o elefante, rinoceronte, girafa, chimpanzé, macaco, papagaio e pombo verde, sendo as mais capturadas pelos caçadores furtivos.

“Vamos parar de matar e comercializar animais. Temos de deixar de consumir carne de caça, vamos todos trabalhar para a erradicação da caça furtiva e o comércio ilegal de marfim e seus artefactos”, apelou a especialista Tamara Ron.

Os participantes aludiram para a tomada de medidas necessárias para assegurar a cooperação dos sectores responsáveis na conservação da biodiversidade, particularmente o combate dos crimes da vida selvagem, numa perspectiva regional e global. (ANGOP)

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