Recapitalização da Caixa: afinal são 5.000 milhões e fecham balcões

CGD. (Reuters)

Valor inicialmente avançado pela imprensa apontava para plano de recapitalização à volta de 4.000 milhões de euros. Mexidas também no pessoal: saem 2.500 trabalhadores nos próximos anos, mas sem despedimentos

Afinal, o valor da recapitalização da Caixa Geral de Depósitos deverá rondar, no total, 5.000 milhões de euros, segundo a Antena 1, que teve acesso ao plano do Governo, que deverá ser apresentado ainda esta semana e contará já com luz verde de Bloco de Esquerda e Partido Comunista.

A rádio pública indica que o valor pode ser ligeiramente superior ou inferior, porque depende da forma de contabilização e das exigências da Comissão Europeia.

É que as verbas canalizadas para a Caixa também visam aumentar a almofada financeira do banco público precisamente para corresponder às regras europeias. Seja como for, a maior parte do dinheiro será para fazer face aos créditos concedidos que a Caixa não consegue ver reembolsados, as chamadas imparidades.

O plano de recapitalização inclui ainda a saída de 2.500 trabalhadores nos próximos anos, mas sem qualquer despedimento: apenas por rescisões amigáveis ou reformas. Mas ainda há mais: a ideia é fechar 300 balcões, a maioria deles fora do país.

O PS pediu esta terça-feira a audição parlamentar com carácter de urgência do governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, para obter esclarecimentos sobre a Caixa Geral de Depósitos.

Para os socialistas, é importante que o governador do Banco de Portugal, sendo responsável pela supervisão da banca e “um dos principais responsáveis pelo segundo pilar do programa de ajustamento da troika que dizia respeito à estabilidade do setor financeiro”, esclareça os “contornos” da recapitalização da Caixa. Até porque, em 2012, o Estado injetou 750 milhões de euros diretamente em ações na Caixa Geral de Depósitos e ainda 900 milhões em instrumentos de capital contingente, dívida pela qual o banco público paga juros anuais.

Na semana passada, o ministro das Finanças defendeu que a CGD tem de passar a estar ao serviço da economia portuguesa, considerando que o banco tem de continuar a ser público. (TVI24)

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