PRS sem dinheiro para realizar congresso

Eduardo Kwangana, há 25 anos na presidência do PRS (VOA)

Caso não realizar o congresso fica de fora das eleições de 2017

A um ano das eleições gerais, o Partido da Renovação Social (PRS), a quarta formação política angolana com representação parlamentar, corre o de não realizar o seu congresso ordinário por falta de dinheiro.

O PRS anunciou nesta quinta-feira, 23, em Luanda que o congresso para a eleição de nova direcção, inicialmente marcado para o mês de Junho, foi adiado por falta de fundos.

A lei angolana obriga que antes de cada pleito eleitoral os partidos concorrentes elejam novos órgãos de direcção e prevê a extinção das formações políticas que não apresentarem para registo as actas comprovativas de tais eventos durante sete anos.

O secretário geral Benedito Daniel disse à VOA que, por enquanto, não existe uma nova data para a realização do congresso embora tudo esteja a ser feito para que o mesmo se realize ainda este ano.

Uma nova reunião da cúpula do PRS, marcada para o mês Julho próximo, deverá analisar a actual situação financeira do partido podendo nessa altura sugerir uma nova data, segundo admitiu Benedito Daniel, porque, “a situação financeira do partido tem estado a condicionar os preparativos do congresso”.

Benedito Daniel disse que o congresso estará aberto a novas candidaturas para a direcção partidária, embora as mesmas estejam sujeitas à aprovação do partido e limitadas a apenas quatro concorrentes.

O actual presidente do PRS, Eduardo Cuangana, há 25 anos na liderança, já anunciou que será candidato à sua própria sucessão.

Entretanto, terá como adversário, pelo menos até agora, o economista Sapalo António, antigo vice-ministro da Indústria, que foi o primeiro a manifestar a intenção de concorrer à presidência do PRS. (VOA)

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