Problemas de Temer aumentam chances de Dilma voltar, diz revista Time

(Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

Prestes a completar um mês do afastamento da presidente Dilma Rousseff, a revista americana Time aponta, em sua edição desta semana, que a série de problemas políticos enfrentados pelo interino Michel Temer pode ajudar na volta da petista ao poder.

Para a publicação, o sucesso do presidente em exercício vai depender de sua habilidade de tomar medidas duras e melhorar a economia. Com o título “Como o aprofundamento da crise no Brasil pode salvar Dilma Rousseff”, a Time destaca que uma série de problemas estão pressionando Michel Temer e podem mudar o cenário político do País novamente.

O texto lembra a saída de dois ministros do gabinete do presidente interino e a frustração de parte da população com seu governo, na medida em que a recessão na economia não dá mostras de melhorar.

A publicação também cita o recente relatório divulgado esta semana pelo Banco Mundial, que prevê que a recessão brasileira pode se estender por um terceiro ano, chegando também a 2017.

Outro ponto de instabilidade foi o pedido de prisão ao Supremo Tribunal Federal (STF) de quatro caciques do PMDB, que inclui o ex-presidente José Sarney e o presidente do Senado, Renan Calheiros.

A reportagem ressalta que o sucesso de Temer em Brasília vai em grande parte depender da habilidade do peemedebista em melhorar a economia, mergulhada na maior recessão desde os anos 1930. Pelo lado positivo, o presidente em exercício tem mostrado maior poder de coalização no Congresso, ao contrário de Dilma.

“Ainda está para ser visto se ele pode unir os partidos políticos fragmentados para fazer escolhas econômicas difíceis, como as da reforma da previdência”, diz a matéria.

Nas contas da Time, para voltar ao comando do Brasil, Dilma precisa apenas que cinco senadores mudem seus votos, lembrando que alguns membros da Casa já afirmaram que podem rever seus votos. Além disso, a publicação lembra das recentes delações que podem pesar contra ela, citando doações ilegais para a campanha da petista em 2014. (InfoMoney)

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