Político considera inoportuna transformação da Casa-ce

Sebastião André. Deputado da Casa-CE (Foto: Angop)

A transformação da Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (Casa-Ce) em partido político é inoportuna de momento, por questões ligadas ao fortalecimento da sua posição na arena política nacional e internacional, defendeu hoje, quinta-feira, em Luanda, o seu vice-presidente, Sebastião André.

Sebastião André defendeu esta posição numa entrevista à Angop, a propósito da tese do PADDA – Aliança Patriótica, que descarta a possibilidade de transformação da coligação em partido político nos próximos tempos.

Para o político, esta opção de transformação não é oportuna, porquanto carece que a Casa-Ce se torne numa força política poderosa no país, com realce no parlamento.

“Apesar de não possuirmos meios financeiros a altura do desejado, a Casa-Ce está determinada em lutar para alcançar o poder, pois este é o desejo de todo político”, disse o responsável.

Corroborando da posição do PADDA-AP, que representa na coligação, considerou fundamental a consolidação das estruturas da coligação antes da transformação da mesma em partido político.

“Esta coligação é constituída por vários partidos e um grupo de independentes, agregando diferentes sensibilidades. É necessário que prevaleça a harmonia, dialogo e a boa fé na resolução desta questão”, argumentou.
Para o também deputado a Assembleia Nacional pela Casa-Ce, este pressuposto obedece a condicionalismos de elementos que não devem ser descurados.
Defendeu ainda a necessidade de, em primeira instância, ver junto ao Tribunal Supremo se os ganhos adquiridos ao longo da vigência da coligação se manteriam ou seriam retirados em função da mutação desta.

O igualmente presidente do PADDA – Aliança Patriótica, uma das forças políticas que constituem a coligação, descartou os rumores sobre uma eventual discórdia entre os integrantes da Casa-Ce.

“A Casa-Ce em momento nenhum viveu momentos de discórdia, o que houve foi a assinatura de um termo de compromisso para o processo de harmonização da coligação, onde se definiram as linhas mestras de actuação para as próximas eleições gerais”, explicou.

Para Sebastião André, este compromisso irá conduzir também a coligação na sua transformação em partido político, assim como a acção dos líderes e seus auxiliares nas diferentes estruturas governamentais e parlamentares.

O acordo irá também reafirmar o cabeça de lista da coligação nas próximas eleições gerais do país, a ser definido no II congresso da Casa-Ce, previsto para Setembro próximo. (ANGOP)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA