PGR apela à observância da ética e competência dos magistrados

João Maria de Sousa - Procurador geral da República (Foto: Auberto Julião)

O Procurador-Geral da República, João Maria de Sousa, apelou hoje, terça-feira, aos magistrados do Ministério Público, à observância da ética, competência, legalidade, probidade pública, isenção, imparcialidade e urbanidade, defendendo valores de uma justiça digna.

Discursando durante a cerimónia de tomada de posse de oitenta e sete magistrados do Ministério Público, referiu que o perfil do magistrado não se compadece com determinados comportamentos que se assistem no dia-a-dia, com manifestações de vaidade desmedida e desprezo do cidadão sedento de justiça.

Disse ainda, que o magistrado tem o dever e obrigação de transmitir ao cidadão de que é servidor, com todas as suas forças, espírito e saber, a mensagem de que “a sua sede será saciada”, de acordo com o direito constituído de modo que esteja mais confiante e menos infeliz.

“ É um funcionário a quem incumbe, mais do que a quase ninguém, um verdadeiro sacerdócio. O magistrado é o médico dos carentes de justiça, devendo,nesta medida contribuir de modo sério, para a estabilidade e paz social. É um cidadão que deve ser bem escolhido e preparado para esta dedicada e exigente missão”, acrescentou.

Sublinhou de igual modo, que a ética e deontologia profissional distinguem os magistrados dos outros servidores públicos, pois, o estatuto define a defesa de valores como a legalidade, objectividade, parcimónia, responsabilidade, humanismo, lealdade e prossecução do interesse público. (ANGOP)

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