País contínua empenhado na preservação ambiental

Manuel Vicente (TVI24)

O Governo de Angola tomou sempre medidas concretas no sentido de preservar a biodiversidade do país, declarou neste domingo, em Luanda, o Vice-presidente da República, Manuel Vicente.

Manuel Domingos Vicente discursava, em representação do Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, na cerimónia de abertura do acto alusivo ao 5 de Junho, dia mundial do ambiente, na presença do director executivo do Programa da ONU para o Ambiente, Achim Stainer.

Adiantou que o país duplicou o território destinado a parques e reservas naturais e protegendo as espécies da flora e da fauna mais ameaçadas de extinção.

Fez menção especial à Palanca Negra Gigante, espécie que só tem o seu habitat em Angola, que esteve quase extinta mas que conhece hoje uma melhor situação, graças aos esforços conjugados do Governo e de parceiros do sector empresarial privado.

Sublinhou que Angola está envolvida em quatro iniciativas com os países vizinhos, com o fim de promover a preservação dos ecossistemas, a melhoria das condições de vida das populações e o ecoturismo.

Mencionou os casos do Iona/Skeleton Park, com a Namíbia; a Iniciativa Mayombe, com o Congo, a RDC e o Gabão; o Projecto KAZA, com a Namíbia, Zâmbia, Zimbabwe e o Botswana; e o do Mussuma/Luyin, com a Zâmbia.

Entretanto, acrescentou, existem entre nós cinco das espécies da fauna selvagem mais traficadas no mundo, pelo que se impõe a sua preservação.

Apelou ao reforço da cooperação regional e numa perspectiva global para o combate às acções criminosas que colam em causa a fauna selvagem.

Referiu que o mundo inteiro enfrenta sérios desafios na luta pela preservação do património natural e da diversidade biológica, gravemente afectadas pela caça furtiva e pelo comércio ilegal da vida selvagem.

Acredita que o equilíbrio do planeta e a felicidade das gerações vindouras dependem das acções que forem realizadas hoje para salvaguardar a biodiversidade e não permitirmos a extinção das espécies mais ameaçadas.

Manuel Vicente lembrou que a República de Angola criou uma unidade de crimes ambientais, para reduzir e eliminar a caça furtiva, fortalecer a fiscalização, planificar e gerir melhor a forma de pôr termo ao abate das espécies importantes para o ecossistema.

Congratula-se por, felizmente, aumentar em todo o mundo o grau de consciência do estado de degradação do ambiente, tais como a poluição, a contaminação do ar e da água, o sobreaquecimento global, a desflorestação, a rápida extinção de várias espécies vegetais e animais.

Considera imperioso lutar contra tais problemas, para que todos os povos possam usufruir de um ambiente com qualidade de vida, sadio e ecologicamente equilibrado.

Afirmou ser por essa razão que a República de Angola saudou o acordo rubricado por 195 países, em Paris, em 12 de Dezembro de 2015, designado de COP21, que visa limitar o aquecimento máximo do planeta, através de um maior controlo das emissões de gases de efeito estufa e aumentar a capacidade das nações de lidar com os impactos da mudança climática.

Aproveitou a ocasião para saudar pessoalmente o director Executivo das Nações Unidas para o Ambiente, Achim Steiner, pelo seu papel para que o acordo de Paris fosse atingido. (ANGOP)

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