ONU: Barroso desmente apoio a Georgieva e diz estar com Guterres

António Guterres, Durão Barroso e Kristalina Georgieva. (Reuters)

Site especializado em notícias europeias EurActiv avançou que ex-presidente da Comissão Europeia estava a tentar promover a atual vice de Bruxelas na corrida à ONU, em vez de apoiar o compatriota. Durão Barroso garante que o apoia “como sempre”

O ex-presidente da Comissão Europeia e ex-primeiro-ministro português Durão Barroso desmente o apoio à atual vice de Bruxelas, Kristalina Georgieva, para a corrida a novo(a) secretário(a)-geral da Organização das Nações Unidas, numa reação à notícia avançada pelo site especializado em assuntos europeus EurActiv.

Aquele é considerado o cargo mais importante do mundo e na corrida está já oficialmente o também antigo primeiro-ministro António Guterres, que terminou recentemente o seu mandato de Alto Comissário da ONU para os Refugiados. António Guterres garantiu ao Expresso que o apoia “como sempre”.

Ao contrário de António Guterres, Kristalina Georgieva não é candidata ao mais alto cargo da ONU, mas o EurActiv noticiou que Durão Barroso teria marcado presença na reunião precisamente para promovê-la a candidata. E que teria ainda pedido ao primeiro-ministro da Bulgária, Boyko Borissov, para que mudasse de ideias quanto à candidata búlgara às Nações Unidas (a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova) para passar a apoiar Kristalina Georgieva. O ex-presidente da Comissão Europeia nega.

Em fevereiro, num debate sobre o estado do mundo, organizado em parceria pela RTP e pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, Barroso pareceu apoiar Guterres, já que disse ver “com agrado” a sua candidatura. Dois meses depois, afirmou que o seu compatriota fazia “muito bem” em candidar-se, até porque “tem condições para o cargo”, embora aí já tenha considerado que seria “muito difícil” ser o eleito.

O EurActiv diz que também o ex-eurodeputado português do PSD, Mario David, terá ajudado a promover Georgieva junto de pelo menos dois países, a Hungria e a Albânia, e isto a pedido da própria vice-presidente da Comissão Europeia, segundo o mesmo site.

O site de notícias europeias adianta que obteve aquelas informações sobre o apoio à política búlgara à margem da reunião do Grupo Bilderberg. Criado em 1954, reúne-se todos os anos numa localização que permanece desconhecida até um mês antes do início do evento. Os participantes (entre 120 e 150) só são revelados na véspera e incluem membros da elite política europeia e norte-americana, especialistas em finanças, na indústria, entre outros. Este ano, a reunião acontece em Dresden, na Alemanha.

Na última aparição pública, no passado fim de semana, António Guterres apareceu de surpresa, ao som de Vangelis, no congresso do PS. “Cheio de saudades”, por há 16 anos não participar nas reuniões magnas dos socialistas, mostrou-se confiante que dentro em breve isso continuar a acontecer se for eleito para suceder a Ban-Ki Moon na ONU.

“Corro o risco de, se as coisas correrem bem, o mesmo vir a suceder no futuro”

A ex-ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, o presidente executivo da Galp, Carlos Gomes da Silva, e o ex-presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, são os três portugueses que participam na reunião de Bilderberg, que dura até domingo. (OBSERVADOR)

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