Omar Mateen: Racista, homofóbico, violento e investigado por terrorismo

(EURONEWS)

O responsável do massacre de domingo numa discoteca latina de Orlando tinha sido investigado por duas vezes por alegadas relações com grupos radicais na Síria.

Omar Mateen, de 29 anos, trabalhava há nove anos para uma empresa de segurança privada, tendo licença de porte de arma.

O homem que reivindicou o ataque, em nome do grupo Estado Islâmico, era uma pessoa discreta, homofóbica, violenta e mentalmente instável segundo a ex-mulher, Sitora Yusufiy, natural do Uzbequistão.

“Comecei a ver a sua instabilidade apenas alguns meses depois de nos casarmos. Era uma pessoa bipolar que se enervava facilmente. Comecei a temer pela minha segurança quando começou a abusar de mim fisicamente, não me deixava falar com a minha família, eu tentava ver apenas a parte boa dele, ao contrário da minha família que decidiu resgatar-me desta situação”.

Nascido em Nova Iorque, filho de pais afegãos, Omar Mateen tinha sido investigado pelo FBI por relações com o primeiro bombista suicida norte-americano a fazer-se explodir na Síria em 2014.

Os colegas do suspeito tinham alertado as autoridades para a atitude violenta e declarações racistas de Mateen.

O FBI tinha, no entanto, descartado quaisquer ligações do suspeito com movimentos islamitas radicais.

Segundo o imã da mesquita de Fort Pierce, frequentada por Mateen, o autor do massacre de domingo, era um homem discreto:

“Era sempre o último a chegar e o primeiro a partir, não falava com ninguém. Limitava-se a um aperto de mão, sem trocar palavras, por vezes trazia o filho de cinco anos que ficava a brincar, enquanto ele realizava as orações, antes de partir com ele sobre os ombros”.

A polícia prosseguia as investigações esta manhã para tentar apurar se o responsável pelo mais mortífero ataque armado nos Estados Unidos seria um militante do Estado Islâmico ou mais um “lobo solitário”, inspirado pelos apelos à violência lançados pelo grupo.

Um homem tolerante com os homossexuais?

Um antigo colega de universidade de Mateen, entrevistado pelo site Daily Beast descarta a eventual homofobia do atirador de Orlando.

Samuel King, um homossexual assumido e artista “drag-queen”, afirma que Mateen teria assistido a vários espetáculos seus, há mais de dez anos

A imprensa norte-americana, sugeria, esta manhã, que o atirador teria decidido atacar-se à comunidade homossexual depois de ter visto dois gays a beijarem-se em Miami há alguns dias.

A polícia investiga igualmente o pai de Mateen, Seddique, apresentador de um programa na televisão afegã Payam-e-Afghan, sobre a política do país e a tensão com o Paquistão. Seddique teria elogiado a ação dos Talibã afegãos, durante o programa “Durand Jirga”, emitido no ano passado.

Os responsáveis do canal garantem, no entanto, que o pai do suspeito seria um homem “secular”, envolvido no debate político mas sem qualquer ligação a meios religiosos. (EURONEWS)

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