Número de americanos que reconhecem relações homossexuais duplica

Pessoas participam da Parada Gay, em Saint Louis, Missouri, no dia 28 de junho de 2015 (afp_tickers)

A percentagem de adultos que declararam ter tido uma experiência sexual com uma pessoa do mesmo sexo duplicou desde a década 1990 nos Estados Unidos.

Um estudo publicado nesta quarta-feira, que mostra uma rápida mudança nas atitudes culturais sobre a sexualidade, destaca que a percentagem de adultos que informaram ter tido relações sexuais com pessoas de ambos os sexos duplicou de 3,1% para 7,7%, entre 1990 e 2014.

A percentagem de homens que admitiu ter tido relações sexuais com ao menos outro homem aumentou de 4,5% em 1990 para 8,2% em 2014.

Entre as mulheres o número daquelas que tiveram relações com pessoas do mesmo sexo passou de 3,6% para 8,7% entre os mesmos anos.

O estudo, que se baseia em uma pesquisa nacional de 33.700 pessoas, também conclui que a aceitação da homossexualidade aumentou entre todas as gerações, especialmente entre os chamados “millennials”.

“Estas mudanças importantes ocorreram no espaço de apenas 25 anos, o que sugere uma rápida mudança cultural”, destaca Jean Twenge, professor de psicologia na Universidade Estatal de San Diego, na Califórnia.

Twenge é o principal co-autor do trabalho publicado na revista especializada em estudos científicos sobre a sexualidade Archives of Sexual Behavior.

O estudo mostra claramente uma marcada mudança nas atitudes do público sobre a homossexualidade, como demonstra o reconhecimento do casamento de casais do mesmo sexo em todos os estados da União desde Junho de 2015.

De acordo com o investigador, estas mudanças sugerem que os americanos “agora se preocupam menos com as normas sociais e mais com seus desejos”.

Entre os chamados “millenials”, nascidos entre os anos 1980 e o início da década de 2000, cerca de 7,5% dos homens e 12,2% das mulheres disseram que haviam tido relações homossexuais.

As experiências sexuais lésbicas ocorrem mais frequentemente quando as mulheres são jovens, enquanto que a idade não parece ser um factor tão notório entre os homens. (AFP)

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