Namibe: Administrador preocupado com caça furtiva no Parque do Yona

Prática será travada com a contratação de novos fiscais (Foto: António Escrivão)

O administrador do Parque Nacional do Yona, localizado a 320 quilómetros a norte da província do Namibe, Manuel Afonso, mostrou-se hoje (quinta-feira) preocupado com a caça furtiva de espécies raras como zebras, mabecos, elefantes e rinocerontes na área.

O responsável, que falava à Angop à margem do Dia Mundial do Ambiente, a ser comemorado no próximo dia 5 do corrente mês, defendeu a necessidade de um programa de incentivo para os fiscais do parque, pagando-lhes salários com as multas que eles cobram aos infractores.

“Estamos preocupados com este problema. Os caçadores furtivos nos últimos dias estão a fustigar os nossos animais, pois não são pessoas de fora, mas sim, aqueles que vivem dentro do parque como criadores de gado que preferem abater animal selvagem do que um cabito ou um boi e nós condenamos esta prática”, lamentou.

Disse que nos anos anteriores os caçadores faziam desta prática apenas para sobreviver, mas hoje é o contrário, as pessoas caçam para vender a carne e comprarem outros materiais que eles necessitam.

Adiantou que na semana finda foram detidos quatro caçadores que praticavam tal acção dentro do Parque Nacional do Yona.

Manuel Afonso mostrou-se ainda satisfeito pelas chuvas que se fizeram sentir nesta região faunística, o que permitiu a reprodução de forma satisfatória de alguns animais que já se encontravam em via de extinção com maior predominância das avestruzes, zebras e ourices.

“Neste momento estamos a fazer um trabalho de cuidar destas crias para que elas possam sobreviver e termos um mesmo número de avestruzes, ourices e zebras que tínhamos nos anos anteriores, pois há mais de cinco anos que não víamos uma zebra, mas este ano já verificamos três crias desta espécie selvagem e isto para nós é um sinal de que os animais estão mesmo a reproduzir-se”, acrescentou.

Garantiu que neste momento o maior numero de reprodução de animal selvagem no Yona é dos ourices, tendo considerado esta espécie como o símbolo do parque, mas também a que mais sofre em termos de abate dos caçadores furtivos.

Afirmou ainda que o Parque Nacional do Yona esta sendo assegurado com mais de dez fiscais, aguardando em breve com reforço de mais pessoal para melhor patrulhamento e fiscalização naquilo que são os objetivos do Ministério de Ambiente, consubstanciado na preservação e conservação da fauna e da floura.

Importa realçar que o posto policial desta localidade é muito importante, mas o efectivo é insuficiente para e as autoridades administrativas do parque tem contado com a colaboração da população na denúncia de roubo de gado e caça furtiva.

O mesmo tem recebido visitas constantes de turistas provenientes das províncias da Huila, Luanda e Cunene e ainda da Namíbia e África do Sul.

A comuna do Yona é bastante conhecida no país e no exterior devido ao seu potencial económico, histórico, cultural, científico e turístico que proporciona aos turistas.

O parque é habitado por animais como elefante do deserto, leões, rinocerontes preto e branco, zebra de planície, mabecos, gazela, avestruzes, entre outros animais. (ANGOP)

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