Muluta Prata: Punição vai ser severa

Muluta Prata, Presidente do Conselho Central de Árbitros de Angola. (Foto: Angop)

Para a segunda volta do Girabola Zap, em especial, vamos fazer um acompanhamento rigoroso nos jogos que decorrerem, tanto na capital, como nos Estádios no interior do país. Na segunda volta, pedimos aos árbitros para que falhem menos, porque seremos duros”, apelou.

Com base nisso, o Conselho Central de Árbitros da FAF realiza daqui há duas semanas acções de “reciclagem” aos árbitros, processo esse em curso, em virtude da paragem que se observa no Campeonato Nacional da Primeira Divisão.

A formação, segundo disse Muluta Prata, iniciou em Luanda e estendeu-se às províncias de Benguela e da Huíla, onde se fez a conclusão da formação, com vista o reatamento da segunda volta do Girabola Zap e o inicio do Zonal de Apuramento.

A acção formativa realizada no sábado, na cidade do Lubango, foi destinada não apenas aos árbitros de primeira categoria nacional, pois também abrangeu os juízes da segunda  categoria nacional das províncias da Huíla, Namibe e Cuando Cubango.

A velocidade de 40 metros para árbitros e 30 para assistentes. A velocidade nos 75 metros para árbitros e assistentes masculinos e femininos, posicionamento do árbitro principal e assistente em campo e linha de actuação, situações de sanção com cartões amarelo e vermelho, foram dentre outras, as matérias ministradas no curso.

Explicou que a formação na Huíla durou um dia, no Lubango, e participaram os árbitros “Sabe-se que cada vez mais há muita exigência na arbitragem e um dos elementos fundamentais é a condição física. Para o árbitro ajuizar de forma correcta, tem de estar muito próximo das jogadas para não deixar dúvidas em qualquer uma das suas sanções. E, para estar muito próximo do lance, os árbitros têm de estar muito bem fisicamente, para além da parte teórica “, disse.

PRIMEIRA VOLTA
Muluta reconhece erros dos árbitros

O presidente do Conselho Central de Árbitros da Federação Angolana de Futebol (CCAFAF), Muluta Prata, considerou ser regular o trabalhos dos homens da arbitragem, na primeira volta do Girabola Zap 2016. Reconheceu a existência de erros em alguns jogos, apontou quatro, mas considerou próprio de quem exerce essa actividade, à semelhança do que ocorre em noutras áreas da vida.

“Os erros na arbitragem sempre existiram e vão existir até que a Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA), um dia determine que os “robots” apitem os jogos de forma computorizada”, e acrescentou que embora não seja para breve, o que se quer é que exista empenho e dedicação dos árbitros, para que se erre cada vez menos.

“Enquanto ser humano, todos são susceptíveis de cometer erro, os árbitros não fogem disso, mas se fizermos uma avaliação global, naquilo que é a lei dos grandes números, análises, estatísticas,  consideramos a actuação de regular, porque nos mais de 100 jogos, tivemos situações de três a  quatro jogos em que houve falhas substanciais de árbitros. Os outros jogos correram sempre dentro da normalidade, por isso, considerarmos ter sido uma arbitragem normal”, disse.

Explicou que quando os árbitros falham, são sempre sancionados, pese embora muitas vezes as suas sanções não serem divulgadas.Indicou que durante a primeira volta, os jogos com registos de acções anómalas foram as partidas Recreativo do Libolo – Benfica de Luanda (1-0), na 5ª Jornada, em que o árbitro esteve mal para os dois lados.

“Temos de reconhecer isso. O árbitro não esteve bem no jogo Libolo -Benfica e errou para os  dois lados”, reconheceu. Outro jogo com caso grave, segundo Muluta Prata, foi o 1º de Agosto  – Porcelana FC do Cazengo (2-1), referente à 9ª jornada, e o Kabuscorp1º de Agosto (2-0), na 12ª ronda, e no dérbi 1º de Agosto – Petro de Luanda (1-0), onde o fiscal de linha esteve desenquadrado  do penúltimo homem no lance que ditou o golo da equipa militar.

“A FIFA recomenda que o assistente tem de estar sempre bem enquadrado com o penúltimo homem, para poder ajuizar os lances, e no jogo entre o 1º de Agosto e o Petro de Luanda, o fiscal de linha esteve desenquadrado e foi fatal para não ajuizar o golo que deu a vitória ao clube militar”, disse.

OBSERVAÇÃO
“Televisão é um auxiliar importante”

A televisão é um meio auxiliar muito importante no trabalhos dos árbitros, durante um jogo de futebol. Muluta Prata reconheceu, que muitas jogadas às vezes são muito rápidas, e só são vislumbrados os erros com a ajuda da televisão, e “sem esse instrumento, às vezes é impossível saber que houve falha em certas jogadas”.Informou que as penalizações impostas, são de suspender os árbitros em função da gravidade, por um período prolongado sem apitar jogos, o que tem influência na  classificação final.

“Se o árbitro ficar durante um determinado período sem apitar, tem menos jogos e pode ter uma classificação que implique na classificação geral no final da época, e corre o risco de ser despromovido para categoria inferior”, disse.O presidente do Conselho Central de Árbitros da FAF disse que os árbitros que falharam na primeira volta, se não melhorarem a classificação, tão logo que começarem a apitar, correm o risco de serem despromovidos.

“São árbitros que à prior ficam logo na linha vermelha”, alertou.Na entrevista ao Jornal dos Desportos, Muluta Prata mostrou-se preocupado com as situações de simulações de falta, principalmente, na área da marcação de grande penalidade.

Explicou que a FIFA exige uma punição rigorosa nas situações de simulações de grandes penalidades. Aconselhou os jogadores a não ludibriarem os árbitros, porque tentar contornar as leis de jogo origina penalização ao infractor. “Tudo aquilo que contorna as leis de jogo tem a sua penalização, não só no futebol, mas  tudo que estiver fora da lei sofre sanção e no caso das simulações devem ser sancionadas”, disse.

AVALIAÇÃO
“Girabola está mais
competitivo”

Os membros do Conselho Central de Árbitros da Federação Angolana de Futebol (CCAFAF), têm a noção de que a segunda volta do Girabola Zap, vai ser “mais difícil” que a primeira. Por isso, esperam por melhor desempenho dos homens do apito.”Qualquer desportista nota que o nosso campeonato está extremamente competitivo.

É notar que hoje, o primeiro classificado se jogar com o último, ninguém vaticina antecipadamente o resultado, e não pode ser surpresa se o primeiro classificado perder com o último. Se já não é surpresa, significa que há competitividade.

Isso, implica que há desenvolvimento em termos das nossas equipas. Isso, cria equilíbrio”, afirmou. De acordo com Muluta Prata, a arbitragem não pode ficar à margem da evolução que se assiste, defende por isso, muito mais trabalho aos filiados.

“A nível da arbitragem também temos de estar a um bom nível. Temos de trabalhar cada vez mais, para estarmos ao nível das nossas equipas. Daí, a nossa obrigação no investimento que faz na formação da arbitragem”, referiu.

Actualmente, a preparação dos árbitros é feita como a de um árbitro em qualquer país desenvolvido. “Temos instrumentos para medir a condição física dos nossos árbitros. Hoje, os nossos árbitros internacionais têm um relógio, que permite à FIFA ter o controlo da condição física, mesmo fora do território nacional.

Os instrutores da FIFA e os locais avaliam a condição física do árbitro. Sabem se o árbitro está a treinar bem ou mal, assim como  determinam os níveis de condição física do árbitro”, informou e acrescentou que os investimentos são para que os árbitros evoluam e estarem ao nível dos restantes colegas africanos.

O responsável pela arbitragem da FAF fez saber, que o sistema de colocar o fiscal de linha de golo, ainda não está aprovado pela FIFA para uma implementação obrigatória em todos os países, ao contrário do que acontece e é permitido em algumas competições europeias, por isso, ainda não está em curso em Angola.

Disse que esta realidade tem custos, porque quanto mais oficiais participarem nos jogos, mais sobrecarregados ficam os clubes para suportar as despesas, “daí, enquanto não for uma implementação obrigatória, por parte da FIFA, não vamos avançar”, disse.


TRABALHO
Presidente do CCAFAF
reconhece evolução

O presidente do Conselho Central de Árbitros da Federação Angolana de Futebol (CCAFAF), Muluta Prata, reconheceu a evolução técnica e táctica dos jogadores, mas defende  que deva continuar ainda mais esse trabalho.Disse que a nível da Europa, há menos reclamação sobre os erros dos árbitros, porque os jogadores são educados para isso.

“Quando o árbitro falha os jogadores não devem desmotivar-se. Aliás, pelo contrário, devem motivar-se ainda mais, para melhorar as prestações. Aqui, ainda notamos muita reclamação do jogador em relação à falha dos árbitros. Isso, é algo que os próprios jogadores devem dominar, porque o jogador também deve estar bem preparado, tanto como nós preparamos os árbitros do ponto de vista táctico, técnico e psicológico”, encorajou.

Muluta Prata defendeu que os jogadores têm de estar bem preparados do ponto de vista  técnico para evitar que haja menos falta.
Explicou que os árbitros só sancionam as faltas em função das debilidades técnica dos jogadores, porque se o jogador tiver bem do ponto de vista físico e técnico, evita faltas e ajuda mais o trabalho do árbitro.

Afirmou que quando o árbitro utiliza menos o apito, é bom para o futebol, porque joga-se mais tempo e é isso que se pretende.”É preciso que o jogo se desenrole em mais tempo possível. É isso que se precisa. É essa a beleza de futebol. As pessoas precisam de ver maior tempo de jogo jogado e não as paralisações”, defendeu.  (jornaldosdesportos)

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