Muhammad Ali recebe último adeus

(REUTERS)

Celebridades e pessoas comuns se reuniram nesta sexta-feira para um último adeus a Muhammad Ali: um cortejo fúnebre e um memorial em Louisville, cidade natal do homem celebrado por sua destreza como pugilista e suas crenças firmes.

A procissão acompanharia o corpo de Ali, que morreu no dia 3 de junho aos 74 anos de idade, ao longo de locais memoráveis, como sua casa de infância em West End, uma área afro-americana tradicional da cidade, e o Centro Muhammad Ali Center, um museu no centro de Louisville, localizada no Estado norte-americano de Kentucky.

O cortejo deve se deter no Cemitério Nacional Cave Hill para a realização de um enterro particular.

Em seguida, milhares de pessoas devem lotar o Centro KFC Yum! para um memorial que contará com elogios fúnebres do ex-presidente norte-americano Bill Clinton e do comediante Billy Crystal.

Cathy Oost, professora do ensino público aposentada de 61 anos que mora em Louisville, foi uma das centenas de admiradores que se reuniram junto aos portões do cemitério para prestar suas homenagens. Ela levava um cartaz com a inscrição “Nosso campeão, Nosso Herói”.

Cathy disse que ficou tocada por Ali ter se manifestado pela igualdade e por sua postura contra a Guerra do Vietname, além de sua defesa do islamismo.

“Ele defendeu suas crenças quando era impopular e difícil fazê-lo. Todos nós precisamos fazer mais isso”, opinou.

O rei Abdullah, da Jordânia, foi anunciado como um dos dignitários que devem comparecer à arena desportiva para o serviço, mas o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que esteve no funeral muçulmano de Ali na quinta-feira, encurtou sua visita.

Crystal pode repetir seu número cómico “15 Rounds”, uma homenagem ao tricampeão mundial dos pesos pesados que o comediante apresentou pela primeira vez em 1979.

O ator Will Smith, que recebeu uma indicação ao Oscar por interpretar o pugilista em “Ali”, filme de 2001, e o ex-campeão de pesos pesados Lennox Lewis estarão entre as pessoas que irão carregar o caixão.

Também na quinta-feira, a cerimónia fúnebre muçulmana de Ali atraiu milhares de fiéis, que rezaram pelo homem que lutou dentro dos ringues e buscou a paz fora deles.

Os oradores se referiram a ele como “o campeão do povo”, louvado por obter avanços na causa dos negros norte-americanos durante e depois do movimento de defesa dos direitos civis nos Estados Unidos nos anos 1960.

Outros o admiravam por ele tornar o islamismo mais aceitável e dar aos muçulmanos dos EUA um herói que podiam compartilhar com o grosso da população norte-americana. (REUTERS)

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