“Se a Renamo atacasse, a Vale já não teria comboios”

António Muchanga, porta-voz da Renamo (DR)

Em Moçambique o principal partido de oposição veio desmentir as acusações da polícia de que supostos homens do braço armado da Renamo, teriam atacado um comboio da empresa mineira Vale, na província de Sofala, centro de Moçambique.

Foi com uma certa ironia que António Muchanga reagiu às acusações da polícia moçambicana de que homens da Renamo teriam atacado um comboio da empresa mineira Vale, na província de Sofala, centro do país. O porta-voz da Renamo diz que são manobras de algumas pessoas que ganham com facto do país estar em guerra.

“Se a Renamo estivesse a atacar os comboios da vale, a vale já não teria comboios a circular naquela linha, porque há mais de dez comboios por dia (…) a Renamo podia até ter desmontado a linha férrea (…) Isso é mais uma brincadeira de algumas pessoas mal-intencionadas que querem justificar o patrulhamento das forças armadas naquele sítio”.

“Um ferido no ataque”

O ataque ocorreu no distrito de Cheringoma, na linha férrea de Sena, quando o comboio se dirigia ao distrito de Moatize, província de Tete, centro do país, onde a Vale explora uma mina de carvão. No ataque o ajudante do maquinista ficou ferido devido à queda de estilhaços de vidro do para-brisas.

Um ataque que comandante da PRM em Sofala atribuiu aos supostos homens da Renamo. Alfredo Mussa disse que as Forças de Defesa e Segurança foram de imediato mobilizadas para o local e actualmente decorrem operações para a captura dos responsáveis pelo incidente.

“Frelimo não quer ver”

António Muchanga reagiu às declarações do presidente da Comissão parlamentar, liderada por Edson Macuácua da Frelimo, que confirmou a existência de 11 corpos em decomposição debaixo de uma ponte no distrito de Macossa na província de Manica. “A própria agência France Press conseguiu encontrar mais de 21 corpos e parece que isso não preocupa os moçambicanos da Frelimo que estão na Comissão de Direitos Humanos e Legalidade. Isso só pode provar que eles sabem quem matou e estão a promover os desmandos ao nível do país”.

MDM fala em precipitação

O MDM também criticou o presidente da comissão parlamentar  que investigou sobre os supostos abusos de direitos humanos no centro do país e acusou Edson Macuácua de precipitação. Para Sílvia Cheia, deputada do Movimento Democrático de Moçambique, esta comissão nunca teve vontade de trazer a verdade à luz do dia.(RFI)

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