Ministério do Interior inicia registo de dados biométricos

Ângelo de Barros Veigas Tavares - Ministro do Interior (Foto: Joaquina Bento)

O Ministério do Interior iniciou nesta terça-feira, em Luanda, o processo de recadastramento dos seus funcionários, visando uma gestão correcta dos recursos humanos e execução de políticas incumbidas ao sector.

O primeiro registo de dados biométricos coube ao titular da pasta, Ângelo Veiga Tavares, e posteriormente seguiram-se os secretários de Estado Hermenegildo José Félix, Eugénio Laborinho, Bamokina Zau e outros responsáveis do sector.

Ao intervir, o ministro disse tratar-se de um acto de extrema importância, porque, além do controlo do efectivo e das despesas, irá permitir maior capacidade de planeamento e gestão dos recursos humanos dos órgãos executivos centrais, fundamentalmente.

Declarou que com este processo doravante os concursos para as promoções serão feitos com maior rigor.

Com esses pressupostos, notou, o seu departamento ministerial estará melhor capacitado para dar resposta às tarefas de carácter operacional para as quais estão mandatados.

Fez saber que qualquer situação de irregularidade que for detectada ou em que esteja plasmado o dolo deverá ter um tratamento disciplinar e criminal, se for preciso.

“O processo vai permitir também acabarmos com aqueles que, aproveitando-se de algumas irregularidades de carácter técnico, procuram tirar benefícios para si próprios”, expressou.

O director nacional dos Recursos Humanos do Ministério do Interior, comissário Froz Adão Manuel, fez saber que o recadastramento consiste na captação de dados e reconfirmação da existência do efectivo com o nome constante na folha de salário.

Numa primeira fase, esperam cadastrar 63 mil e 719 funcionários das distintas unidades orgânicas do Ministério do Interior.

O processo de recadastramento dos funcionários públicos teve início em Setembro de 2015, tendo sido já cadastrados mais de 146 mil trabalhadores.

O Ministério do Interior é o órgão da administração central do Estado responsável pela execução das políticas de segurança pública, através dos seus órgãos executivos centrais, nomeadamente Polícia Nacional (PN), Serviço de Investigação Criminal (SIC), Serviço de Migração e Estrangeiros (SME), Serviço Penitenciário (SP) e Serviço de Protecção Civil e Bombeiros. (ANGOP)

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