Medidas protectivas valorizam frutas nacionais

O perímetro irrigado das Ganjelas é outra zona que está a ser potencializada pelas autoridades da Chibia na Huíla. (Foto: D.R.)

Executivo angolano definiu cifra de 200 mil hectolitros/ano como quota de importação nos sumos num desafio que na Humpata e Chibia está a servir para fixar investidores privados e empregar famílias.

A estratégia do Executivo angolano ao fixar, em 2015, a cifra de 200 mil hectolitros/ano de sumos como quota de importação visou, tão-somente, proteger a produção nacional e incentivar a fixação de novos investimentos.

Uma das verdadeiras amostras do solo arável, preparado para as boas semeaduras e consequente colheita vem da Huíla e do seu município da Humpata, conhecido por ser potencialmente hortofrutícola.

Os incentivos que o Executivo está a criar junto dos agricultores têm sido fundamentais para a produção de citrinos em grande escala, um contributo valioso no programa de diversificação económica, na província da Huíla.

A participação do empresariado nacional está a permitir aumentar os níveis de produção na Humpata. A produção de limão e laranja tem merecido uma atenção especial do Governo, para dinamizar e facilitar a participação dos agricultores no processo produtivo, no município.

Com uma área total de 1.261 km2, a Humpata possui grandes particularidades climáticas. Nela, a agricultura é a base da renda de várias famílias e no contexto frutícola, salienta-se a produção de citrinos, onde há vários investimentos.

Participação dos privados

Para constatar a participação dos agricultores no processo produtivo, o governador provincial da Huíla, João Marcelino Tyipinge, visitou recentemente as fazendas Tchissola I, Quinta Crescente, o projecto Nossa Terra e fazenda Tchikanda.

O gerente da fazenda Tchissola, Vaz Dinis, explicou que o projecto contempla 25 hectares e estão a produzir a laranja. Foram plantadas 19.765 espécies e instalados furos com mais de 80 metros e 105 de profundidade, e lançam 5 mil litros/hora de água, em quatro talhões da fazenda.

Informou que em função dos investimentos, a fazenda prevê colher mais de 1.550 toneladas de laranja. Nesta fazenda, são produzidas três variedades dentre a valência e baia. Dois engenheiros agrónomos fazem o acompanhamento da equipa composta por 13 trabalhadores de campo e administrativos. Na fazenda Tchisssola está em fase embrionária o programa de alargamento da produção cítrica.

“Muitas famílias têm rendimento salutar com a sua participação no processo produtivo. Aumentar a produção e participar de forma efectiva no programa de combate à fome e à pobreza, sãos os desafios propostos pelo fazendeiro”, disse.

O director municipal da Agricultura, Simão Zacarias José, explica que o município é ainda potencial na produção de cereais como milho, massango, massambala, trigo e centeio, feijão, tremoço, ervilha e fava.

Na Humpata, há também um mercado paralelo muito forte e que tem servido de porta de saída de muita produção de citrinos.

As localidades do Namibe, Huambo, Benguela, Cunene e Luanda são os principais mercados dos citrinos da Humpata (Huíla).

Outro exemplo na Chibia

O perímetro irrigado das Ganjelas, no município da Chibia, província da Huíla, é outra zona que está a ser potencializada pelas autoridades, de modo a que o seu aproveitamento seja efectivo. As autoridades continuam a prestar todo apoio aos agricultores e camponeses.

O ganho está a permitir aumentar ano após ano a quantidade de produtos, informou o presidente do Conselho de Administração da Soganjelas, Guerra Pedro.

O perímetro irrigado das Ganjelas vai produzir milhares de toneladas de produtos diversos por ano quando estiver a funcionar em pleno, informou o responsável.

O governador provincial da Huíla, João Marcelino Tyipinge, visitou recentemente o perímetro e mostrou-se optimista com resultados ainda positivos a serem alcançados.

Guerra Pedro esclareceu que, actualmente, existe um perímetro experimental ou piloto de 358 hectares e 38 lotes (de 2,6 a 25, já distribuídos) onde se cultivam citrinos, mangueiras e goiabeiras.

Disse ainda que a primeira fase, iniciada no ano transacto, arrancou com 80 hectares já com plantação de citrinos, estando agora a ensaiar-se o sistema de irrigação gota-a-gota para aumentar a área de cultivo de frutas.

O perímetro irrigado tem uma extensão de seis mil 220 hectares, dos quais mil 990 estão em utilização, enquanto a barragem possui uma albufeira com capacidade de 35 milhões de metros cúbicos. (jornaldeeconomia)

Por: Arão Martins

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