Marginal de Luanda cada vez mais acolhedora

(Foto: Vigas da Purificação)

Visitantes aproveitam o espaço verde para fazer exercícios e a tranquilidade para poder descansar mas lamentam a demora na abertura de lojas a fim de vender produtos próprios a zonas de lazer.

A Marginal da capital angolana está cada vez mais acolhedora. A confirmação é dos luandenses e visitantes que diariamente acorrem ao local para visitar, fazer fotografia e exercícios físicos.

Durante a ronda realizada pelo JE, Elsa Ginga explicou que a Marginal vai-se ajustando a cada dia para se tornar num verdadeiro postal de visita para nacionais e estrangeiros.

Segundo explicou, a Nova Marginal transmite paz de espírito, tranquilidade e bem-estar aos seus visitantes. “A nossa capital precisa de espaços como a Marginal para dinamizar os passeios ao longo e no final de semana”, disse.

Por sua vez, Lídia dos Santos explicou ao JE que a Marginal oferece condições ímpares para leitura. “Procuro estudar aqui por causa da frescura”, disse Lídia dos Santos.

Diariamente, recebe dezenas de atletas, entre profissionais, federados e amadores, que aproveitam a brisa e a tranquilidade para retemperar as energias e garantir saúde e bem-estar.

Florisabel Matos disse à nossa equipa que nos últimos dias frequenta a Marginal de Luanda, com maior intensidade nos finais de semana, para diminuir os dez quilos, que organismo está a registar. “Estou a fazer os exercícios físicos por orientação médica,” disse.

Além de proporcionar conforto e bem-estar para o atletismo, a Marginal tem condições para patinar, tal como nos confirmou Bruno Salvador, que faz entre três e cinco minutos para sair de uma ponta à outra da mesma.

Serviços

O atraso na implementação de serviços como fotografia, venda de pipocas, flores, postais de visita, algodão doce, doces de coco e outros produtos que representam a gastronomia angolana, preocupa visitantes.

Para muitos, longe da forma como os negócios são feitos um pouco pela cidade, a Marginal precisa de tendas devidamente organizadas, sem

colocar em risco a higiene e a segurança dos visitantes.

Conceição Simão acredita que a implementação destes serviços iria contribuir em grande medida para a criação de negócios, abertura de postos de trabalho e geração de riqueza.

Marginal

Dados postos a circular pela organização indicam que o investimento feito na construção e apetrechamento da Marginal ronda os 400 milhões de dólares norte-americanos.

A infra-estrutura permitiu criar um total de nove hectares de espaço junto ao Porto de Luanda, onde espera construir uma cidade financeira com 20 edifícios de 27 andares cada.

Até à presente data, foram comercializados mais de 50 por cento dos espaços, para investidores públicos e privados.

Manutenção

Para garantir a manutenção da infra-estrutura, a Baía de Luanda, empresa que gere o projecto, investe mensalmente cerca de 900 mil dólares norte-americanos.

A transferência das águas residuais para o mar é garantida por um sistema hidráulico criado pela empresa, com capacidade para bombear até 600 litros de água por segundo.

Actualmente, o projecto Baía de Luanda emprega 180 trabalhadores, entre homens e mulheres. (jornaldeeconomia)

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