Lunda Sul: Defendido mecanismo para coibir fuga à paternidade

Defendida criação de mecanismos institucionais de condenação a fuga a paternidade (arquivo) (Foto: ANGOP)

A necessidade de mecanismos institucionais para coibir a fuga à paternidade foi defendida quarta-feira, em Saurimo, província da Lunda Sul, pelo educador social, Manuel dos Santos.

Em declarações à Angop, Manuel dos Santos apontou a perda de valores morais como a principal causa deste fenómeno seio das famílias angolanas.

“Tendo em conta os números alarmantes de casos que se tem registado, há toda a necessidade de se criar mecanismos institucionais para responsabilizar criminalmente os progenitores que renunciam a paternidade dos filhos”, sublinhou.

Atestou também como consequência da fuga à paternidade, o desvio comportamental nas crianças, adolescentes e jovens, acabando enveredando em práticas como o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e delinquência juvenil.

‘’Quem não tem a capacidade de assumir um filho, não apoia o processo de construção da personalidade e não se faz presente na vida dele a todos os níveis, não deve gerar filhos, para deixa-lo sofrer, causando deste modo consequências desastrosas no seio das famílias”, deplorou.

Manuel dos Santos salientou que a ausência do pai na vida do filho, afecta em grande parte na conduta do futuro do filho, uma vez que ele perde a referência dos progenitores, desestrutura a família, obrigando o Estado a investir em centros para salvaguardar o crescimento das crianças abandonadas.

Disse que a fuga à paternidade é um problema que afecta toda sociedade, atendendo a média diária de dois casos, que o Ministério da Família e Promoção da Mulher e o Instituto Nacional da Criança têm registado.

Para ele, ser pai é ter capacidade de estar sempre presente na vida do filho e da família, ser um modelo a seguir para o mesmo, construindo princípios e valores morais, com vista a dotá-lo de uma personalidade aceitável na sociedade.

Explicou que a fuga à paternidade é renúncia da responsabilidade paternal de um pai ou mãe, de forma permanente ou num curto espaço de tempo, implicando a prestação de alimentos e outros cuidados. (ANGOP)

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