Lunda Sul: Casamento precoce provoca má consolidação da sociedade

Gravidez Precoce (ARQUIVO) (Foto: ANGOP)

O casamento e a gravidez precoce provocam má consolidação na formação de uma sociedade saudável, tendo em conta as etapas da vida que são queimadas na adolescência, admitiu hoje quarta-feira, em Saurimo, o educador social, Manuel dos Santos.

Em declaração à Angop, a propósito das consequências do casamento e a gravidez na adolescência, Manuel dos Santos, explicou que pelo facto da adolescente apresentar uma estatura física robusta e atraente, não implica estar suficientemente preparara para assumir um relacionamento, uma vez que do ponto de vista da maturidade ainda é uma criança.

Apontou a mudança de rotina, abandono escolar, dificuldades em arranjar um emprego, impossibilidade de realizar alguns sonhos, afastamento pelo pai da criança, opressão e descriminação social, como sendo uma das consequências da gravidez precoce.

Salientou que a sociedade está diante de uma situação na qual deve-se conjugar esforços ou criar estratégias, com vista a reduzir o impacto negativo que a gravidez precoce tem causo a sociedade.

Manuel dos Santos anotou a falta de informação nas comunidades rurais, associadas a questões culturais e a pobreza, o que faz com que a zona rural tenha mais incidência na prática dos casamentos e gravidezes precoce.

“Os pais, sobretudo as mães, muitas vezes são responsáveis pela proliferação deste fenómeno nas comunidades rurais, porque alegam que quando uma adolescente começa a menstruar já é uma mulher para constituir família e a pressionam a arranjar marido”, disse.

O educador acrescentou que as comunidades consideram normal a gravidez e o casamento precoce com pessoas adultas e ate mesmo com idosos, pelo facto de possuir bens matérias, que irá proporcionar bem-estar para filha e a família.

Disse que a pressão feita pelos pais, na qual as adolescentes devem engravidar nesta faixa etária, faz com que psicologicamente ela começa a sentir esta necessidade de ser também mulher capaz de criar filhos e tomar conta do marido.

‘’É com muita tristeza que tenho vindo assistido casamentos precoces, em que a menina tem apenas 12 anos de idade e o homem já é idoso, e por possuir alguns bens, que ira proporcionar o bem-estar da família, os pais consentem esta união’’, lamentou.

Disse que se estas práticas, forem recorrentes e permanentes, teremos uma sociedade completamente doente e deficiente, uma vez que, do ponto de vista físico á transformações no corpo da adolescente podem propagar doenças, tudo porque a adolescente não está em condições de negociar com o parceiro, o sexo com preservativo, antes que se saiba o seu estado de saúde. (ANGOP)

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