Itália-Espanha, 2-0

(Mais Futebol)

A Itália avança para os quartos de final, com uma lição de futebol dada à Espanha campeã em título, e é uma das grandes candidatas a vencer no dia 10 de julho, neste mesmo estádio.

Esqueçam lá o passado, esta Itália é boa de bola. Uma Itália que constrói em progressão, a partir de trás, muitas vezes ao primeiro toque. Coloca a bola com facilidade entre linhas, desmontando zonas de pressão, e procura o golo. É intensa quando vai para recuperar a posse, agressiva q.b. e não tem vergonha de tentar aproveitar os 1,94 metros de Graziano Pellè com um jogo mais direto. Sim, a equipa de Antonio Conte também tem um pivot, que sabe jogar de costas para a baliza e ajudar os companheiros a chegar mais rápido à baliza contrária.

Se os espanhóis continuarem, depois de hoje, a achar que a Itália ganha um jogo em 10 a esta Espanha estão muito enganados. A squadra azzurra, a jogar como jogou hoje – e não terá sido um acidente até pelo que já mostrou neste Euro 2016, sobretudo nos primeiros dois jogos – é capaz de provocar muitos mais estragos à campeã europeia em título nos próximos reencontros, e até a qualquer um dos outros candidatos.

Espanha completamente dominada

A primeira parte é toda italiana. Duas grandes defesas de De Gea: a primeira aos nove minutos depois de um cabeceamento de Pellè na sequência de um livre de Florenzi; a segunda a travar um remate fantástico em jeito de Giaccherini, que apontava ao ângulo, já nos descontos. O golo tinha surgido aos 33, num livre a castigar (mais) uma falta pouco inteligente de Sergio Ramos. Éder rematou, De Gea defendeu (mal) para a frente, Giaccherini chegou primeiro à recarga e Chiellini emendou para as redes.

Mas houve mais. Um remate tiro bloqueado a Éder chegou a De Gea (6), uma bicicleta de Giaccherini acertou no poste (11), apesar de ter sido anulada por jogo perigoso, Parolo cabeceou ao lado com muito perigo (25) e ainda Ramos esteve perto do autogolo depois de cruzamento da esquerda de De Sciglio (29).

E o que fez a Espanha? Uma tentativa de remate de Fàbregas bloqueada pelos centrais transalpinos, obrigando ainda Buffon a uma ou outra defesa fácil. Esboçou uma boa jogada de transição, com Silva a correr pelo meio e Alba a cruzar, mas estava sob controlo mesmo assim pelo posicionamento da defesa rival.

Finalmente, um pouco Roja

A saída de Nolito para o lugar de Aduriz era uma clara manifestação de intenções por parte de Vicente del Bosques. Havia que procurar o golo desde o início da segunda parte. Conte também trocaria, por questões físicas, De Rossi por Motta, pouco depois.

A Espanha voltou melhor, mas, apesar de algumas desconcentrações, como a que deixou Morata sem marcação aos 50 minutos, com o avançado a atirar à figura de Buffon, dois cortes de Chiellini (52) e o remate de Fàbregas por cima (53), o sufoco só aconteceria com o aproximar do fim do jogo. De Gea, aos 55 minutos, ainda salvou a Roja, ao abafar o remate de Éder, que apareceu isolado pela frente depois de um grande toque de Pellè.

A squadra azurra recuou linhas, tentou absorver o impacto, e conseguiu-o quase na totalidade. Aduriz teve um remate que passou muito perto, aos 70, depois de Silva e Iniesta terem combinado à entrada da área, o próprio Iniesta obrigou Buffon a uma intervenção mais apertada e Piqué, aos 89, assinou o último fôlego: um acidente, numa bola longa dos espanhóis, que depois é mal aliviada por um italiano, e sobra para o central. Buffon voou para a defesa mais importante da noite.

A morte, por Insigne

Dinamizada com a entrada de Insigne, os italianos mataram depois o encontro. A Espanha desequilibrou-se, foi toda para um lado, e o avançado colocou do outro em Darmian. O lateral cruzou, a bola ressaltou em Sergio Ramos e apanhou o movimento de Pellé, que não perdoou.

A lição estava dada. Esta Itália até é capaz de ganhar mais do que metade dos jogos frente a esta Espanha, se continuar a este nível. E dará muito trabalho à Alemanha, com toda a certeza. (Mais Futebol)

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