Helmut Kohl pede calma à UE sobre Brexit

(DPA)

Após referendo, ex-chanceler federal alemão diz que fechar portas da UE seria “erro gigantesco”. Para Kohl, Reino Unido precisa decidir sem pressão o que pretende fazer após decisão a favor de saída do bloco.

O ex-chanceler federal da Alemanha, Helmut Kohl, pediu que não haja precipitação e que as portas da União Europeia (UE) não sejam fechadas depois do referendo britânico que resultou na vitória do Brexit, ou seja, na saída do Reino Unido do bloco.

“Fechar as portas da UE seria um erro gigantesco”, afirmou em entrevista publicada nesta quinta-feira (30/06) pelo jornal alemão Bild.

O político democrata-cristão ressaltou que não pode haver atitudes precipitadas e que é necessário ter prudência. Segundo Kohl, a prioridade é deixar o Reino Unido decidir “por si só” e sem pressões sobre o que pretende fazer.

Desde que quase 52% dos britânicos votaram por deixar a UE na última quinta-feira, líderes europeus têm pressionado o Reino Unido para agilizar o processo de desligamento do bloco.

Kohl, que governou a Alemanha entre 1982 e 1998 e foi um dos entusiastas da ampliação da UE em direção ao leste europeu, disse que a Europa precisa fazer uma pausa para respirar, dar um passo para trás e analisar o novo cenário. Depois, pouco a pouco, será possível avançar novamente a uma velocidade “aceitável” para todos os Estados-membros.

O ex-chanceler alemão também ressaltou que é preciso observar melhor as particularidades nacionais e regionais dos países-membros da UE e respeitar a situação atual de cada um.

Impacto económico para Alemanha

Segundo um prognóstico do Instituto de Macroeconomia e Pesquisa Conjuntural (IMK, em alemão) divulgado nesta quarta, o Brexit vai custar biliões de euros à economia alemã.

A decisão dos britânicos de deixar a UE deve fazer com que o Produto Interno Bruto (PIB) alemão cresça 1,3% em 2017, e não 1,8%, como previa anteriormente o IMK. A diferença de 0,5 ponto percentual equivale a cerca de 15 biliões de euros. Para este ano, a previsão de crescimento é de 1,6%.

“As consequências de curto prazo do Brexit para a Alemanha não são catastróficas, mas, ainda assim, dolorosas”, afirmou o diretor do IMK, Gustav Horn. (DW)

KG/efe/dpa/afp

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA