França: Polícia detém três suspeitos relacionados com Larossi Aballa

(EURONEWS)

As detenções na região de Paris

A polícia francesa deteve três homens de 27, 29 e 44 anos, que foram colocados à disposição das autoridades. Dois dos indivíduos tinham sido condenados em 2013, juntamente com Larossi Abballa, o assassino confesso do polícia de Magnanville e da sua mulher, num caso de terrorismo relacionado com a chamada “rede paquistanesa.”
O que aconteceu em Magnanville?

Larossi Abballa matou à facada o comandante da polícia de Mureaux (região de Paris), Jean-Baptiste Salvaing, de 42 anos, pouco depois das 20 horas locais, perto da casa do agente, em Magnanville. Jessica Schneider, de 36 anos, secretária administrativa numa estação de polícia da região, foi sequestrada e assassinada na residência do casal. O filho, de três anos, foi encontrado em estado de choque e posteriormente hospitalizado.

Abballa reivindicou o ataque nas redes sociais Twitter e Facebook, num vídeo feito dentro da casa do polícia e da mulher, que foi posteriormente difundido pela agência de informação próxima dos jihadistas do autoproclamado Estado Islâmico (EI) ou Daesh, pela sigla em língua árabe, a Amaq.

A equipa de intervenção encontrou, na casa onde Jessica Schneider foi assassinada, uma lista com pessoas a abater, entre jornalistas, polícias, rappers e mesmo analistas especializados em questões islâmicas.

A justiça francesa abriu um inquérito por ataque terrorista e por assassinatos cometidos contra pessoas com responsabilidade na autoridade pública.
Quem era Larossi Abballa?

Larossi Abballa é originário da localidade de Mantes-la-Jolie, situada no departamento de Yvelinnes, região de Paris e não muito longe da capital.

Tinha sido condenado em 2013 a três anos de prisão por participar numa rede jihadista com origem no Paquistão. Durante os seis meses em que esteve detido, dedicou-se a divulgar interpretações radicais do Islão, segundo a justiça francesa. O seu nome aparece posteriormente relacionado com uma rede jihadista que recrutava jovens para a Síria. (EURONEWS)

por António Oliveira e Silva | Com AFP

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