FMI em Luanda para discussões com equipa económica

Delegação angolana numa das negociações com o FMI (Foto: Adão Pedro)

Uma equipa do Departamento Africano do Fundo Monetário Internacional (FMI) efectua, de 1 a 14 de Junho de 2016, uma visita de trabalho a Angola com o propósito de dar sequência à discussão sobre as opções para o apoio à Agenda de diversificação da economia angolana.

As negociações iniciais entre o Governo de Angola e a equipe do FMI, segundo uma nota do Ministério das Finanças,centraram-se na discussão dos recentes desenvolvimentos económicos, fiscais, monetários e cambial no de Angola, bem como a avaliação das reformas que o Governo tem vindo a implementar, sobretudo, no domínio fiscal, visando a manutenção da estabilidade macroeconómica e financeira, o estímulo do potencial económico do sector privado com vista a reduzir a dependência do sector petrolífero, bem como a reforma tributária voltada à simplificação do sistema fiscal, o alargamento da base tributária e a redução da evasão fiscal.

A agenda da missão liderada por Ricardo Veloso, chefe da divisão do FMI para Angola, contempla múltiplas reuniões, entre outras, com responsáveis dos Ministérios das Finanças, da Economia, do Planeamento e Desenvolvimento Territorial, do Comércio, Deputados 5ª Comissão da Assembleia Nacional para Economia e Finanças, Banco Nacional de Angola (BNA), da Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) bancos públicos e privados.

Angola é membro activo do FMI desde 1989 e, nos últimos anos, tem vindo a cimentar a sua relação tendo em vista a promoção do crescimento económico do país. É no quadro do seu estatuto que Angola tem vindo a beneficiar o máximo das oportunidades de assistência técnica do Fundo para elevar a capacidade das instituições responsáveis na condução da Politica Económica.

O FMI mantém relações com os seus membros que consistem apoio financeiro, assistência técnica ou consultas anuais. Actualmente Angola tem em alto nível qualitativo a assistência técnica (a mais activa na África Austral) e as Consultas Anuais.

Em 2009, com a crise provocada pela queda do preço do Petróleo, Angola beneficiou do apoio do FMI mediante um Stand-By Arrangement, programa concluído com sucesso, o que permitiu reforçar as relações de cooperação, e maior acesso aos instrumentos de assistência técnica com propósito de elevar a capacidade institucional em matéria da qualidade de condução da política económica.

O Executivo angolano tem vindo a implementar, nos últimos tempos, por sua iniciativa, um conjunto de reformas que têm merecido o aplauso internacional, sem as quais, o nível de adaptabilidade ao quadro actual não seria o mesmo. Este reconhecimento e aplauso internacional inclui o Fundo Monetário Internacional e outras Instituições Financeiras Internacionais Privadas, permitindo com isso, criar um quadro de maior resiliência perante as consequências da baixa do preço do petróleo, dos reprimidos níveis de crescimento económico observados na economia global e do estado dos mercados financeiros, todavia, colocam-se ainda outros desafios para garantir um quadro de equilíbrio mais consentâneo da economia. (ANGOP)

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