Falta de sangue deve-se a fraca implementação de políticas

DOAÇÃO DE SANGUE (Foto: Pedro Moniz Vidal)

A falta de sangue em muitos países da região africana deve-se, muitas vezes, a fraca implementação de políticas, sistemas e estruturas para garantir um fornecimento adequado de sangue e de produtos sanguíneos seguros para satisfazer as necessidades de todos pacientes que precisam de transfusão.

A afirmação foi feita através de uma mensagem da directora regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), expresso num documento que a Angop teve acesso, por ocasião ao dia mundial do dador de sangue .

Segundo a Directora alem disso, muitos jovens e adultos ainda abraçam a cultura de voluntariado quando se trata de dar sangue.

A transfusão de sangue tem um papel essencial no salvamento de vidas em todas áreas de cuidados de saúde, nomeadamente os cuidados prestados a mãe e á criança, em particular nos casos de hemorragia durante ou depois do parto, anemias graves, traumatismos , acidentes ,e em catástrofes naturais e provocados pelo homem.

Para si são necessárias medidas concretas para melhorar a segurança, qualidade, acesso e a rápida disponibilidade de sangue e de produtos sanguíneos na região africana.

“No momento que comemoramos o dia mundial do dador de sangue, lanço um apelo a todas as pessoas saudáveis, profissionais de saúde, associações de pacientes e profissionais , organizações civis e sectores estatais e privados para que trabalhem a fim de garantir que os seus países sejam auto-suficientes em sangue e produtos sanguíneos.

De acordo com a responsável o mesmo vai contribuir para alcançar a cobertura universal e os objectivos de desenvolvimento sustentável na região africana.

Avançou que na região africana da OMS , a procura de transfusão de sangue e de produtos sanguíneos é elevada e os serviços nacionais de transfusão de sangue estão a enfrentar o desafio de disponibilizar este liquido, de boa qualidade e em quantidade suficiente.

Fez saber que de 2013 a 2016, as dádivas de sangue aumentaram de cerca de 3,9 milhões de unidades para 4,4 milhões de unidades, o que corresponde a um aumento de 11,4 porcento, mas isso só cobre ainda cerca de 50 por cento dos pedidos anuais de sangue.

“Até agora , frisou, apenas 21 países estão a colher 80 a 100 por cento das suas necessidades nacionais através de dadores de sangue voluntários e não remunerados.

Garantiu que OMS continua empenhada em continuar a prestar apoio técnico aos Estados Membros visando reforçar a prestação de serviços e a segurança , bem como melhorar o acesso ao sangue e aos produtos sanguíneos seguros para pacientes que deles precisem na região africana. (ANGOP)

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