Deputados informados sobre cemitérios ilegais no Ramiros

(Foto: D.R.)

A falta de cemitérios oficiais está a obrigar os habitantes da comuna do Ramiros, em Luanda, a realizar funerais junto às residências.

A informação foi prestada ontem aos deputados da 7ª Comissão da Assembleia Nacional durante uma visita de constatação àquela circunscrição administrativa. Os habitantes alegaram limitações financeiras para realizarem funerais no cemitério do Benfica, devido à distância.

O soba grande do município de Belas foi o emissor da preocupação dos seus súbditos à delegação parlamentar chefiada pela deputada Irene Neto. Miguel Neto afirmou que, ultimamente, os habitantes realizam funerais ilegais por força dos elevados custos do transporte, tanto de cadáveres como de famílias e amigos, até ao cemitério do Benfica, tendo apelado à criação urgente de um campo santo mais próximo da população.

Por seu lado, o administrador comunal, Miguel de Almeida, afirma que todos os moradores estão informados sobre o local apropriado para a realização de funerais, tendo sugerido que todos os cidadãos assumam a responsabilidade de denunciar actos ilegais.

O funcionário governamental garantiu que o Governo provincial está já a trabalhar para que se criem condições visando a construção de um cemitério local. Os deputados visitaram a segunda fase das obras do condomínio dos antigos combatentes no Ramiros e mantiveram conversas com moradores, administradores, directores sectoriais e representantes do Ministério dos Antigos Combatentes.

As preocupações dos deputados prenderam-se com o saneamento básico, a falta de escolas, hospitais e mercados, além da problemática da ocupação ilegal dos terrenos em zonas cedidas aos antigos combatentes e aos serviços de proximidade do condomínio recém habitado.

A directora Nacional da Assistência e Reinserção Socio-económica, Elsa Major Castelão, informou aos visitantes que o Ministério dos Antigos Combatentes desenvolve programas de apoio destinados a integrar e socializar antigos combatentes e respectivos familiares. Os projectos incluem escolas, centros técnico-profissionais, postos de saúde, mercados, programas familiares agrícolas e de pesca. (opais)

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