Cuanza Norte: Combate ao VIH/Sida terá como foco as zonas rurais

Teste de VIH/Sida (D.R)

A rede municipal de luta contra o VIH/Sida em Ambaca, província do Cuanza Norte, vai intensificar as suas acções de sensibilização da população sobre as formas de contágio e prevenção desta doença nas comunidades rurais.

O facto foi revelado hoje, terça-feira, à Angop, em Camabatela, pelo coordenador da rede, Mesasongomoca Kidimbo, esclarecendo que a intenção visa elevar o nível de compreensão daquelas comunidades a respeito da doença.

Disse que, nas zonas rurais, o registo de casos de sida é quase nulo, mas o nível de informação sobre a pandemia é bastante baixo, uma situação que pode facilitar a propagação da doença por via do contacto com os centros urbanos, cujas taxas de seroprevalência são altas.

Para si, a desinformação constitui um obstáculo para lidar com uma pandemia cujo combate assenta essencialmente na informação.

O responsável considerou de positivo o trabalho desenvolvido atá aqui pelo grupo, desde a sua criação, a julgar pelos níveis de conhecimento que os munícipes têm agora sobre o VIH/Sida.

“ Antes da criação do grupo, os níveis de informação sobre a doença eram relativamente baixos, porquanto muitos não sabiam como se transmite, como se prevenir, pensavando que se tratava de uma invenção dos mídias para conter a promiscuidade sexual”, sublinhou.

Esclareceu que o município de Ambaca registou, em 2015, 45 novos casos de VIH/Sida, mais 18, compactivamente ao ano anterior, mas tal subida constitui uma vitória, a julgar pelo aumento do número de pessoas testadas, que passou de mil e 500, em 2014, para perto de três mil, no ano seguinte.

Neste período, foram distribuídos mais de 20 mil preservativos na sede municipal e nas comunas do Máua e Luínga e perspectiva-se expandir às outras duas comunas da circunscrição, onde serão realizadas campanhas de sensibilização porta-a-porta, distribuição de preservativos, materiais informativos e testagem voluntária.

A rede municipal de luta contra o VIH/Sida, constituída por 34 activistas, foi criada em 2015, numa iniciativa da JMPLA em parceria com o Hospital Municipal de Ambaca com o objectivo de contribuir no combate ao VIH/Sida. (ANGOP)

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