Crise política impede que Brasil assuma a presidência da CPLP

Nove países integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), entre eles, o Brasil. (@cplp)

O Brasil deveria assumir a presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em julho. No entanto, segundo o primeiro-ministro do Timor-Leste, Rui Maria de Araújo, a crise política brasileira atrasou o encontro da organização, no qual o Brasil seria designado à função. A informação foi divulgada na quarta-feira (29) pela Rádio ONU.

“Tendo em contas as dificuldades que o Brasil está a passar”, a cúpula da CPLP foi transferida de julho para novembro, declarou o premiê à Rádio ONU. De acordo com Araújo, o período servirá para que se trabalhe melhor a cooperação entre os países integrantes do grupo na área da exportação petrolífera e do gás.

O atual presidente da CPLP é o Timor-Leste, país de língua portuguesa na região sudeste da Ásia. A previsão era que o Brasil assumisse a presidência rotativa da entidade em julho. Se tudo ocorrer como previsto, o país deve ser encarregado da função em novembro, durante a reunião dos chefes de Estado e governo de língua portuguesa.

Presença no cenário internacional

A CPLP é uma organização criada em 1996 da qual fazem parte nove países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. O principal objetivo da Comunidade é a concertação político-diplomática entre seus Estados membros para o reforço da sua presença no cenário internacional, além da cooperação em vários setores, entre eles, saúde, ciência e tecnologia, defesa, agricultura, entre outros. (RFI)

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