Constante troca de jogadores é motivo do fracasso da selecção

Mingo Jacinto, vice-presidente do Kabuscorp do Palanca (Foto: Henri Celso)

O vice-presidente do Kabuscorp do Palanca, Mingo Jacinto, considerou hoje, em Luanda, estar na base do fracasso da selecção nacional de futebol as mudanças constantes de jogadores e disposições tácticas incomuns.

Falando à Angop, em avaliação a derrota (1-3) frente a RCA, domingo em Bangui, o responsável disse que tais mudança tem sido de forma descaracterizada, pelo que em pouco ou nada ajudam.

Na sua opinião, os jogadores que actuam no exterior não trouxeram nada de positivo à equipa, que precisava de vitória para relançar as esperanças de apuramento ao CAN2017, a realizar-se no Gabão.

Referiu haver muitos atletas no defeso, sem forma competitiva, no exterior, cuja convocatória em detrimento de outros que jogam no Girabola acaba por ser uma opção negativa.

“Pode-se verificar que as causas do insucesso são as mudanças constantes de jogadores”, afirmou, acrescentando que o posicionamento descontrolado e sem uma cadeia de coordenação de jogadores contribuiu significativamente para o desaire da equipa nacional.

Defendeu maior aposta nos escalões de formação, visando garantir uma solução para os problemas da modalidade no país.

“Neste momento devemos apostar nos escalões de formação e na prata da casa. Para o último jogo deve-se por a equipa de sub-20, para que possa ganhar rodagem competitiva e pensarmos nos futuros compromissos”, sugeriu.

Com quatro pontos na terceira posição, Angola está já afastada do CAN2017, após perder na 5ª e penúltima ronda do grupo B de apuramento. A RCA tem 10 pontos, no segundo lugar da série liderada pela RDC com 12. (ANGOP)

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