Colômbia: acordo de cessar-fogo histórico entre Governo e as FARC

Marcos Carratalá das FARC lê o comunicado ao lado da porta-voz do Governa da Colômbia, Marcela Durán, 22 de Junho 2016. La Habana. (Reuters)

O governo colombiano e as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), guerrilha que lutava contra o governo central de Bogotá, assinaram nesta quinta-feira em Havana, capital de Cuba, um acordo histórico para pôr termo à um conflito que devasta o país da América latina, desde há mais de meio século.

Impulsionador do acordo histórico rubricado em Havana, o Presidente da Colômbia , Juan Manuel Santos , afirmou através da rede social twitter, que “o sonho torna-se realidade” . O chefe de Estado colombiano, realçou que era necessário que as armas se calassem.

Perante vários Chefes de Estados e do secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon , o Presidente colombiano e o chefe supremo das Farc, Timoleon Jimiez , assinaram nesta quinta-feira na capital cubana um documento sobre as condições de um cessar-fogo definitivo entre as autoridades colombianas e a guerrilha.

A etapa de Havana é decisiva para que seja posto um fim ao conflito mais antigo da América Latina, que assola a Colômbia desde há 52 anos, provocou pelo menos 260.000 mortos, 45.000 desaparecidos e 6,9 milhões de deslocados.

Negociado durante três anos e meio entre o Governo colombiano e as FARC, o acordo estipula as modalidades para o fim da luta armada, as garantias de segurança para a rebelião, assim como a luta contra as organizações criminosas.

Segundo o Presidente Juan Manuel Santos,a conclusão da paz poderá ser assinalada em 20 de Julho, Dia Nacional da Colômbia.

Contudo resta definir como será implementado o documento de Havana e quais serão os mecanismos de ratificação do acordo de paz final.

Na realidade a paz uma vez concluída com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, não significa o fim do conflito armado no país latino-americano.

O ELN, a outra guerrilha em actividade na Colômbia e os bandos criminosos oriundos dos grupos paramilitares, continuam a desafiar o governo central. De acordo com o International Crisis Group , existem não obstante esperanças que sejam encetadas proximamente negociações com o ELN.

O acordo de Havana aborda questões como a reforma agrária , o combate ao tráfico de drogas, a indemnização das vítimas do conflito, incluindo a justiça aos beligerantes , bem como a participação na vida política da Colômbia dos guerrilheiros desmobilizados”.

Os Estados Unidos saudaram o acordo assinado no dia 23 de Junho em Havana, entre o Governo da Colômbia e as FARC. (RFI)

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