Centeno destaca esforços dos “últimos anos” na dívida e reformas estruturais

(Foto: D.R.)

O ministro das Finanças deu como exemplo do compromisso com Bruxelas a redução da dívida desde 2014 e as reformas estruturais dos “últimos anos”, abrangendo o período do Executivo de Pedro Passos Coelho.

O ministro das Finanças deu como exemplo do compromisso de Portugal com a consolidação orçamental e com a transformação da economia os esforços feitos pelo Governo “nos últimos anos” em matéria de redução do rácio da dívida e nas reformas estruturais.

“A boa notícia em relação à dívida é que tem estado a cair desde 2014 [anterior Governo]. Fomos capazes de colocar o rácio da dívida num caminho descendente, isso é o mais importante a fazer e a manter. (…) E precisamos definitivamente que as reformas estruturais que o Governo fez nos último anos ganhem ritmo e tenham a possibilidade de ter impacto e aumentar o crescimento da economia”, defendeu Mário Centeno numa entrevista ao canal de televisão CNBC,  à margem do fórum anual da OCDE, em Paris.

O titular das Finanças desde 26 de Novembro passado garantiu que o Governo está a trabalhar para “ter um défice muito baixo este ano” e que até Maio as coisas estão “bem encaminhadas”. Afirmações feitas horas depois de o primeiro-ministro, António Costa, ter dito que aquele valor ficará abaixo dos 3% “pela primeira vez”  ficará abaixo dos 3% “pela primeira vez”,  encerrando o procedimento por défices excessivos pendente sobre o país.

Costa tentava com essas declarações afastar a polémica sobre se fechará o ano nos 2,2% previstos pelo Governo ou nos 2,7% estimados pela Comissão Europeia. E, segundo Centeno, os objectivos de Bruxelas para a consolidação orçamental não são uma preocupação: “Estão no programa de Governo, não é algo que seja estranho à nossa política”, afirmou.

Centeno pediu ainda “paciência” para a questão da dívida, que espera que seja resolvida pelo efeito combinado da consolidação orçamental e do crescimento da economia, embora recentemente condicionado pelas “más notícias” e “choques” da crise em Angola e no Brasil. “Isso [questão da dívida] demora, é preciso tempo. É preciso o ‘espaço económico’, como lhe chamo, o tempo e o mercado”.

“Precisamos de ter bancos maiores e em menor número”

O responsável pela pasta das Finanças disse também que o valor da recapitalização da Caixa Geral de Depósitos ainda não está fechado, mas que é importante que aconteça em linha com o ambiente de consolidação do sistema bancário do país.

“O banco precisa de ser recapitalizado, é algo que já sabemos, ainda estamos a discutir o valor e ainda não está fechado. (…) Precisamos de ter bancos maiores e em menor número e a Caixa Geral de Depósitos tem certamente um papel específico e precisa de ser um banco forte. Esse é o objectivo da operação, fazer da Caixa um banco forte que esteja apto a financiar a economia”, afirmou. (jornaldenegocios)

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