CEDEAO: cimeira dominada pelas questões de segurança

Chefe de Estado do Senegal e Presidente em exercício cessante da CEDEAO, Macky Sall. (AFP PHOTO / SEYLLOU)

A cimeira da CEDEAO , na qual participam uma quinzena de Chefes de Estado, entre os quais o Presidente de Cabo Verde ,Jorge Carlos Fonseca , é dominada por questões de segurança e designadamente o problema que levanta a expansão do terrorismo na África Ocidental.

A quadragésima nona cimeira da CEDEAO, para a qual não se deslocou a totalidade dos quinze presidentes da organização da África Ocidental, teve na sua agenda questões como a situação na Guiné-Bissau e no Burkina Faso, a crise fronteiriça entre o Senegal e a Gâmbia, bem como a consolidação da parceria com a União Europeia. Segundo o presidente em exercício da organização, o senegalês Macky Sall,a luta contra o terrorismo que afecta a estabilidade da sub-região, deve ser uma prioridade para a CEDEAO. O Chefe de Estado do Senegal , afirmou que não se deve confundir islamismo e terrorismo.

No contexto actual de insegurança nalguns dos países membros da CEDEAO já atingidos ou ameaçados por actos terroristas, Macky Sall considerou que medidas têm que ser tomadas para lutar com maior eficácia nomeadamente contra a seita terrorista nigeriana ,Boko Haram. A força multinacional composta pela Nigéria,o Chade e os Camarões prepara-se para lançar um ofensiva contra os islamitas nigerianos. O presidente do Bénin, Marcel Alain de Souza realçou também a importância da troca de informações entre os Estados da CEDEAO para melhor combater o terrorismo na sub-região.

Somente dez Chefes de Estado participam na cimeira na qual é notória a ausência do Presidente gambiano Yahya Jammeh, cujo país não chegou à um consenso sobre o diferendo fronteiriço com o Senegal. Destacam-se as presenças do Presidente Jorge Carlos Fonseca de Cabo Verde e do primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Baciro Djá. Ellen Johnson Sirleaf , actual Chefe de Estado da Libéria, poderia suceder o seu homólogo senegalês, Macky Sall, na presidência da CEDEAO. (RFI)

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