Canal do Panamá está pronto para inauguração no domingo

Um navio participa de testes no Canal do Panamá, no dia 20 de junho de 2016 (afp_tickers)

O Canal do Panamá está pronto para ser inaugurado no dia 26 de Junho, após os vários testes realizados nos últimos meses, anunciaram nesta segunda-feira a autoridade do canal e o representante do consórcio encarregado do projecto.

“Estamos preparados para levar adiante esse passo inaugural. Todos os testes de trânsito que fizemos não tiveram qualquer tipo de eventualidade. Estamos satisfeitos”, disse o administrador do Canal do Panamá (ACP), Jorge Quijano.

“Estamos prontos para domingo, não há nada com o que se preocupar”, acrescentou Giuseppe Quarta, director-executivo do consórcio Grupo Unidos por el Canal (GUPC).

As declarações de Quijano e Quarta acontecem durante a primeira passagem de um barco pelas eclusas de Cocolí, no Pacífico.

O Canal de Panamá, com 80 quilómetros, foi ampliado para permitir a passagem de embarcações com capacidade para até 14.000 contentores, o triplo da carga actual.

Para isso, foi construída uma terceira via, com novas eclusas, uma no Pacífico e outra no Caribe, além de outras melhorias.

Há um ano, quando o novo Canal foi inundado, foram realizados mais de 2.000 testes electromecânicos nas novas esclusas, embora ainda haja alguns detalhes por acertar.

“Estamos muito satisfeitos com os testes, todos resultaram muito bons. Há ajustes por fazer”, mas “já estamos nos preparando para o navio ‘neopanamax’ de domingo”, disse Quijano.

A denominação neopanamax se refere a navios com o tamanho máximo admitido pela via panamenha ampliada.

No próximo domingo, a rota será inaugurada pelo cargueiro de contentores chinês Cosco Shipping Panama, com 48,25 metros de largura e 299,98 metros de comprimento.

Cerca de 5% do comércio marítimo mundial passa pelo Canal de Panamá, e seus principais usuários são Estados Unidos, China e Chile.

Para a inauguração do Canal ampliado, uma obra avaliada em 5,45 biliões de dólares, o governo panamenho convidou 70 governantes, embora apenas dez tenham confirmado presença. (AFP)

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