Cameron avisa que serviços de saúde e pensões podem sofrer cortes com saída da UE

Primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron. 11/04/2016 (REUTERS/Stefan Wermuth)

As pensões e o Serviço Nacional de Saúde, financiado pelo governo, podem sofrer cortes se os britânicos votarem para sair da União Europeia, disse o primeiro-ministro David Cameron a um jornal, numa tentativa de conquistar o apoio de alguns dos eleitores actualmente favoráveis à saída do Reino Unido do bloco.

As pesquisas, que mostram que os britânicos estão igualmente divididos às vésperas do referendo de 23 de Junho sobre a permanência ou não do Reino Unido na União Europeia, também indicam que os mais velhos são os mais prováveis a irem às urnas e os mais cépticos em relação ao bloco europeu.

Com menos de duas semanas até a votação, Cameron avisou que o aumento anual de pensões, licenças grátis de televisão e passes de ónibus poderiam receber cortes por causa do “buraco negro” nas finanças públicas, segundo o jornal Observer.

“Teríamos que começar a cortar coisas que as pessoas valorizam, seja o dinheiro indo para o Serviço Nacional de Saúde, seja o apoio ao sistema de pensões”, disse Cameron.

A campanha para deixar a União Europeia não respondeu imediatamente ao pedido por um comentário da Reuters, mas consistentemente tem dito que o Reino Unido poderia usar suas contribuições para a União Europeia para aumentar o financiamento ao serviço de saúde. (REUTERS)

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