Caixa tem 2,3 mil milhões de euros em risco. Quem deve mais?

(MÁRIO CRUZ/LUSA)

As imparidades registadas nos nove maiores devedores da CGD chegam aos 912 milhões de euros. Entre os maiores devedores estão os grupos Espírito Santo, Lena e Efacec e o angolano António Mosquito.

Uma “deficiente análise de risco” em créditos concedidos pela Caixa Geral de Depósitos foi identificada numa auditoria fechada em agosto do ano passado, referida na edição desta terça-feira do Correio da Manhã.

O jornal avança que a situação tem como consequência a exposição de “mais de 2,3 mil milhões de euros de empréstimos em risco de não serem pagos” que o banco público concedeu. Na mesma notícia é divulgada a lista dos maiores devedores da Caixa, com o grupo Arlant à cabeça, com uma exposição total de 476,4 milhões de euros, e 214,4 milhões em crédito perdido (imparidades). É deste grupo a fábrica que se instalou em Sines com o objetivo produzir ácido tereftálico purificado, matéria-prima utilizada no fabrico de embalagens de poliéster, um investimento ruinoso associado à queda do grupo espanhol La Seda.

O total de imparidades registadas pelos noves maiores devedores chega aos 912,1 milhões de euros.

Seguem os restantes nomes que surgem na lista dos maiores devedores da CGD divulgada pelo jornal:

Grupo Efacec – 303,2 milhões de euros de créditos e 15,2 milhões de imparidades.

Vale de Lobo – 282,9 milhões de euros de exposição e 138,1 milhões em imparidades.

Auto Estradas Douro Litoral – 271,3 milhões de exposição e 181,4 milhões de créditos perdidos.

Grupo Espírito Santo – 237,1 milhões de euros em créditos e 79 milhões de imparidades.

Grupo Lena – 225 milhões de créditos e 76,7 milhões de imparidades.

Grupo António Mosquito – 178 milhões de euros e 49,2 milhões de euros de créditos perdidos.

Reyal Urbis – 166,6 milhões de euros de empréstimos que lhe foram concedidos, com 133,3 milhões de imparidades.

Finpro SCR – 123,9 milhões de euros e 24,8 de imparidades totalizadas. (OBSERVADOR)

por Rita Tavares

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