Bruxelas e Frankfurt preparam auditoria à Caixa

Corte de salários: há ou não exceção na CGD?. Banco público aplica corte de 2014 mas reverte os cortes mais antigos (TVI24)

O BCE e a Comissão podem fazer uma auditoria antes de darem luz verde ao pedido de recapitalização do banco público.

O BCE e Comissão podem fazer auditoria antes de darem luz verde ao pedido de recapitalização. Uma avaliação que pode adiar por alguns meses as audições na comissão de inquérito exigida pelo PSD, a noticia é avançada pela TSF.

É mais um capítulo no dossiê da Caixa Geral de Depósitos: Bruxelas e Frankfurt estão a equacionar a hipótese de fazer uma auditoria ao banco público português. Antes mesmo de decidirem se dão ou não luz verde ao pedido de recapitalização já entregue pelo Governo de António Costa.

Segundo apurou a TSF, este cenário está a ser trabalhado com o indigitado presidente da Caixa, António Domingues, mas é também do conhecimento das autoridades nacionais – e merece até o acordo do Executivo português.

Na prática, se vier a concretizar-se, esta avaliação dispensará uma sugestão deixada pelo Bloco de Esquerda no último debate quinzenal: que fosse pedida pelo Governo uma “auditoria forense” – argumentando Catarina Martins que isso permitiria ter dados mais rapidamente e evitaria um atraso no processo de recapitalização do banco público.

Mas uma auditoria feita por iniciativa do BCE e da Comissão Europeia poderá ter outro efeito secundário: colocar em stand-by, até depois do verão, a comissão de inquérito que o PSD quer lançar já, para investigar os créditos concedidos pelas várias administrações da Caixa. É que os resultados dessa auditoria podem ser peça central num inquérito muito dificultado pelo sigilo bancário. Ao que se podem juntar quatro avaliações feitas pelo Banco de Portugal nos últimos anos – ainda que limitadas pelo segredo do regulador.

Dentro da maioria de esquerda, sabe a TSF, vê-se com bons olhos este calendário mais distendido: isso permitirá fechar a nova administração e negociar com Bruxelas o reforço de capital – imprescindível para que o banco público cumpra as novas exigências do supervisor europeu ainda este ano.

De resto, o prazo para iniciar as audições na anunciada comissão de inquérito já é curto. Daqui a três semanas há debate do Estado da Nação. E daqui a um mês os deputados seguem para férias. (TVI24)

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