Blatter denuncia manipulação de sorteios de competições europeias

O ex-presidente da Fifa Joseph Blatter, em Lausanne, no dia 29 de abril de 2016 (AFP)

Os rumores da existência de “bolinhas” quentes em sorteios de torneios de futebol tomaram mais corpo nesta segunda-feira, com denúncias do ex-presidente da Fifa Joseph Blatter ao jornal argentino La Nación sobre esta prática comum na Europa.

“Nunca toquei as bolinhas (que contém os nomes das equipes), mas outros o fizeram. É claro que podemos torná-las reconhecíveis, ao aquecê-las ou esfriá-las. Já fui testemunha de sorteios, a nível europeu, em que isso acontecia. Mas nunca na Fifa”, garantiu o suíço de 80 anos.

“As bolinhas são colocadas na geladeira antes. Ao tocá-las, é possível sentir as mais frias”, explicou o ex presidente da FIFA, que foi suspenso por quatro anos por causa do pagamento controverso de 1,8 milhão de euros a Michel Platini, também punido pelo mesmo motivo.

No dia 3 de Junho, Blatter, que permaneceu 13 anos à frente da FIFA, de 1998 a 2015, foi acusado pela própria entidade de ter dividido 80 milhões de dólares com seus dois principais colaboradores “em um esforço coordenado de enriquecimento pessoal”.

Na entrevista ao jornal argentino, o suíço fez questão de defender a instituição. “A FIFA não é corrupta. Uma organização não pode ser corrupta, apenas homens. A FIFA são 1,6 biliões de pessoas. Todas não podem ser corruptas. Eles procuram, mas não vão encontrar nada a meu respeito que violou alguma lei suíça”, completou. (AFP)

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