Benguela: Produção florestal com resultados satisfatórios

Arquivo: Repovoamento florestal (Foto: Morais Silva)

O responsável do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) em Benguela, Cipriano Mulongonga, considerou na sexta-feira, de satisfatório os níveis de produção florestal na circunscrição, no âmbito do programa de combate a Desertificação e a Seca em curso no país.

De acordo com Cipriano Mulongonga, que falava à Angop por ocasião do Dia Mundial de Combate a Seca e a Desertificação, assinalado a 17 de Junho, os indicadores de produção de árvores e outras espécies atingidas pelo IDF nos últimos cinco meses são animadores, apesar do deficit em recursos humanos que tem condicionado o aumento da actividade produtiva.

Neste momento, acrescentou, o sector desenvolve esforços para manter o programa de repovoamento florestal, com a contratação de mão-de-obra temporária, prevendo a produção de diversas plantas nos próximos meses, tais como acácias rubras e amarelas, palmeira imperial, moringa, entre outras, para complementar o paisagismo e vegetação a todas a áreas que carecem de arborização.

Explicou que, desde Janeiro de 2016, três mil plantas foram distribuídas pelo IDF a distintas escolas, administrações municipais, viveiros, organizações da sociedade civil, entre outras, para a criação de espaços verdes e paisagísticos.

Para si, a estação chuvosa do ano em curso foi caracterizada por abundantes quedas pluviométricas, que permitiu a rápida regeneração da cobertura vegetal e o crescimento e desenvolvimento das plantas em comprimento e diâmetro.

“Tal facto contribuiu também para a retração na utilização dos recursos florestais, nomeadamente do carvão vegetal, tendo em conta que os cidadãos foram atraídos para a prática da agricultura familiar de sequeiro, na criação de animal, na pastorícia e sua comercialização.

Comparativamente ao ano anterior, um total de oito mil plantas foram produzidas, visando combater a desertificação, com a arborização urbana e nas comunidades.

No quadro da estratégia de repovoamento florestal, destacou o engajamento do sector na produção das acácias, pela necessidade de devolver a imagem e notoriedade da província de Benguela, caracterizada e mais conhecida como “cidades das acácias.”

Apelou maior engajamento da população na educação do meio ambiente. (ANGOP)

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