Benguela: Defendida criação de zonas de reprodução das espécies marinhas

Benguela: Especialista em Geociência, Miguel Nito (Foto: Rosário Miranda)

Benguela – O especialista em Geociências, Miguel Nito Arcanjo, defendeu na cidade de Benguela, a criação ao longo da costa marítima angolana de zonas para a reprodução das espécie marinhas, visando a sua preservação.

Em declarações a Angop, por ocasião do Dia Mundial dos Oceanos, assinado a oito de Junho, afirmou ser necessário também conhecer-se com precisão a densidade da população marinha, a sua dinâmica e as pressões que essas espécies sofrem por parte dos humanos.

Para o especialista, a preservação da fauna marinha no país, passa necessariamente pelo controlo das quantidades exactas de recursos extraídos do mar, qualidade, idade, tempo de vida das espécies, e sobre a poluição resultante das actividades petrolíferas.

Contudo, e com vista salvaguardar o equilíbrio ambiental, adiantou a fonte, as autoridades de direito, interditaram a pesca de rede, também conhecida de rasteira, por trazer consigo peixes e outras espécies, como a tartaruga marinha em via de extinção, poluição das praias, podendo provocar a remoção da bacia oceânica.

Miguel Nito Arcanjo ressaltou a importância do oito de Junho, Dia Mundial dos Oceanos para a biosfera que este ano se comemora sob o lema “Oceanos saudáveis-um planeta saudável” , data instituída pelas Nações Unidas, com objectivo de alertar a humanidade sobre a sua importância na regulação do clima e ocuparem cerca de 70 por cento da extensão territorial do planeta terra.

Para ele, os oceanos constituem o habitat da maioria da biodiversidade da terra, possuindo animais e plantas, constituindo fonte de recursos naturais e bem-estar, a julgar pelos inúmeros recursos disponíveis, como o petróleo, o oxigénio, a energia, entre outros.

Deu a conhecer que, os mares constituem o principal regulador térmico do planeta, pois um quarto do dióxido de carbono libertado pelas actividades humanas é absorvido pelos oceanos, sendo estes, parte integrante do equilíbrio ecológico da terra dos viventes.

Louva por outro lado, a iniciativa do governo angolano, na criação na província do Namibe (sul do país) de uma academia de pescas, onde jovens adquirem conhecimentos sobre ciências do mar, pois, futuramente apontarão as soluções para que se possa explorar da melhor forma a costa marítima angolana que abrangem 1650 quilómetros de extensão desde Lândana, em Cabinda à foz do rio Cunene na província do Namibe.

Enquanto isso, na província de Benguela, o governo colocou nos últimos três anos em funcionamento a escola básica e o instituto médio politécnico de pescas, no município da Baía Farta, que também forma jovens em cursos ligados as ciências do mar e serviços complementares, como frio e climatização. (ANGOP)

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