Bataglia arguido por luvas a Sócrates

(Foto: D.R.)

Hélder Bataglia não pode sair de Angola.

Hélder Bataglia já é arguido no processo Marquês mas ainda não pode sair de Angola. O empresário, suspeito de corrupção ativa no processo de concessão de empréstimo da Caixa Geral de Depósitos (CGD) ao empreendimento Vale do Lobo, no Algarve, já foi ouvido pelas autoridades angolanas.

Diz que respondeu a todas as perguntas e pediu agora que o Ministério Público cancele o mandado de captura que foi entretanto emitido para poder sair daquele país africano. Bataglia é suspeito de ter pago 14 milhões para que a CGD financiasse em 194 milhões aquele empreendimento algarvio.

Doze milhões terão sido pagos a Sócrates – através de conta de Barroca, em primeira linha, e depois Carlos Santos Silva -, e outros dois milhões foram para Armando Vara. O Ministério Público ainda vai avaliar as respostas que Bataglia deu às autoridades angolanas, tendo desde já recusado outro pedido do ex-líder da Escom.

Bataglia queria que lhe fossem devolvidos os documentos apreendidos num cofre bancário – o que o Ministério Público recusou, já que se tratava de documentos do ex-BES com relevância para a investigação. Hélder Bataglia, empresário de sucesso com casas em diversas partes do Mundo, tem vindo sucessivamente a fazer requerimentos no âmbito do processo Marquês.

Num primeiro momento, exigiu quase um ‘passaporte de imunidade’ para regressar a Portugal. Aceitava ser interrogado pelas autoridades, desde que tivesse a garantia de que não seria preso.

Rosário Teixeira recusou sempre as suas exigências e, desde há mais de um ano, depois de terem sido emitidos mandados, que Bataglia – também envolvido no caso conhecido como Papéis do Panamá – não pode sair de Angola. O empresário tem dupla nacionalidade e a última vez que esteve em Lisboa foi para depor na comissão de inquérito ao BES. (cmjornal)

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