Banco BIC já opera no mercado namibiano

(Foto: D.R.)

O Banco BIC começou na quarta-feira passada a operar na Namíbia, com a abertura da sua primeira agência em Windhoek, tendo como foco a banca comercial e o apoio aos investidores namibianos, angolanos e europeus.

Enquadrado na estratégia de internacionalização do banco, a Namíbia torna-se no quarto país com presença do Banco BIC, depois de Portugal, Cabo Verde e África do Sul. República Democrática do Congo, Botswana e Zimbabwe podem ser os próximos destinos do banco, que iniciou actividades em 2005.
O presidente do conselho de Administração do Banco BIC, Fernando Teles, afirmou que a presença na Namíbia se deve à existência de uma grande comunidade angolana e europeia, aliada à estabilidade política e económica que o país vive.
“Queremos trazer a nossa experiência de Angola e Portugal para ajudar os namibianos e as comunidades neste país e sermos mais um contributo ao desenvolvimento das relações entre Angola e a Namíbia”, afirmou Fernando Teles, que prevê, para breve, a abertura de agências em Oshikango eOshakati, fronteira com Angola e ainda na cidade portuária de Walvis Bay. Num futuro próximo, o Banco BIC pretende ter na Namíbia mais de 20 agências.
Fernando Teles acredita no crescimento do negócio. Nos dois primeiros dias de actividade foram abertas mais de 70 contas, grande parte por angolanos que vivem na Namíbia ou namibianos que têm negócios com Angola.

O vice-ministro das Finanças da Namíbia, Natangue Ithete, que procedeu ao corte da fita, valorizou a intenção do Banco BIC de abrir agências em várias localidades do seupaís, para ajudar na inclusão financeira, num universo em que mais de 30 por cento da população, principalmente das zonas rurais, ainda não tem acesso a produtos financeiros.
O Banco BIC torna-se no oitavo banco comercial a operar na Namíbia. Natangue Ithete quer a dinamização dos produtos bancários, principalmente junto da população rural e daqueles que possuem poucos rendimentos. Outro desafio, segundo o vice-ministro, é o apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas.

Actualmente, 22 por cento destas empresas têm acesso aos produtos financeiros. A meta é que até 2020, o número possa chegar aos 50 por cento.
A presença do Banco BIC na Namíbia representa também mais um passo para a integração das economias dos dois países, segundo o vice-ministro das Finanças. No ano passado, Angola foi o quinto destino das exportações namibianas, com impacto em sectores como a logística, educação, saúde e no comércio a grosso e a retalho.
Como forma de facilitar ainda mais as trocas comerciais entre os dois países, principalmente na zona fronteiriça, Angola e a Namíbia estabeleceram um acordo de conversão monetária, que permite aos cidadãos utilizarem as respectivas moedas nos dois territórios.

O desenvolvimento do mercado financeiro namibiano ocupou a posição 50 do Índice de Competitividades Global, entre 140 países, ao passo que a solidez dos bancos ficou em 33º lugar, o melhor desempenho na África Subsaariana.
O vice-ministro das Finanças quer que o Banco BIC ajude a manter, ou mesmo amelhorar, os níveis de excelência alcançados pelos bancos namibianos e, ao mesmo tempo, que contribua para que a qualidade e o potencial do sector bancário para que este possa ser posto ao serviço do desenvolvimento económico e social do país.
Em 11 anos de actividades, o Banco BIC é a instituição com a maior rede comercial em Angola, com 225 agências instaladas em 90 municípios. Possui 1,2 milhões de clientes e mais de dois mil colaboradores. O crédito disponibilizado ascendeu a 6,4 mil milhões de dólares, metade do qual foi para empresas e particulares, ao passo que os depósitos rondam os 5,6 mil milhões.
Para servir o mercado português e colaborar no desenvolvimento das relações económicas entre Portugal e Angola, os accionistas abriram o Banco BIC Portugal, que hoje possui 209 agências e 1.459 colaboradores. O crédito concedido ronda os 4,4 mil milhões de euros e os depósitos atingiram, no ano passado, os 5,2 mil milhões de euros. O Banco BIC Portugal funciona também como uma plataforma para os empresários angolanos ou africanos na Europa. (jornaldeangola)

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