BAI esclarece razões da punição do BNA

Novo logotipo do BAI (Foto: Angop)

O Banco Angolano de Investimentos, S.A. (BAI) esclareceu nesta terça-feira, em comunicado, que foi sancionado pelo Banco Nacional de Angola (BNA), por atrasos na prestação de informação.

Em nota endereçada à Angop, a instituição precisa que a medida deveu-se a um atraso de 4 dias no envio do mapa de necessidades referente ao dia 27 de Maio de 2016, que resultou numa multa de duzentos e setenta e sete mil setecentos e setenta e sete kwanzas e Setenta e Oito Cêntimos.

De igual modo, explica, teve atraso de 3 dias no envio do mapa de necessidades referente ao dia 3 de Junho de 2016, que resultou numa multa de duzentos e oito mil trezentos e trinta e três kwanzas e trinta e três cêntimos.

Na mesma senda, o BAI assume ter tido atraso de 2 dias no envio do mapa de necessidades referente ao dia 10 de Junho de 2016, que resultou numa multa de cento e trinta e oito mil oitocentos e oitenta e oito kwanzas e oitenta e oito cêntimos.

Outro atraso, de 1 dia, foi o envio do mapa de operações executadas referente ao leilão nº 20, que resultou numa multa de sessenta e nove mil quatrocentos e quarenta e quatro kwanzas e quarenta e quatro cêntimos.

Na sua nota, o BAI mantém o compromisso com o cumprimento das normas regulamentares aplicáveis ao sistema bancário.

Para o efeito, vai continuar a reforçar os seus procedimentos de controlo interno.

O Banco Nacional de Angola (BNA) sancionou os bancos Angolano de Investimentos (BAI), Millennium Atlântico (BMA), Comércio e Indústria (BCI), Caixa Geral de Angola, Keve, Sol e Standard Bank Angola, por incumprimento das regras cambiais.

De acordo com uma nota de imprensa do Banco Central, as regras violadas por estes bancos são relativas à obrigatoriedade do dever de informação sobre as operações cambiais por executar e executadas, com recursos cambiais obtidos junto do BNA, previstas na directiva nº 1/Dcc/2016.

Na qualidade de banco supervisor e autoridade cambial, o Banco Nacional de Angola adverte que continuará a efectuar o acompanhamento permanente da aplicação dos recursos cambiais adquiridos pelas instituições financeiras bancárias e aplicará as medidas sancionatórias cabíveis sempre que se verificarem situações de incumprimento das normas legais e regulamentares em vigor, e das instruções específicas do Banco Central.

De igual modo, afirma que continuará a proceder a melhor programação da venda das divisas a todos os sectores da economia, devendo-se, consequentemente, exigir a todos os gestores das instituições financeiras bancárias o rigoroso cumprimento das normas tendo em vista a finalidade última do bem comum e da prosperidade das famílias. (ANGOP)

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