Aumento das rendas faz Lisboa subir no ranking das cidades mais caras

Lisboa (Foto: D.R.)

A capital portuguesa subiu 11 lugares no ranking das cidades mais caras para se viver e é agora a 134ª. Os valores das rendas para habitação explicam a subida, diz a Mercer, autora do estudo. A nível mundial Hong Kong lidera, destronando Luanda, a mais cara nos últimos anos.

Entre as 209 cidades mais importantes do mundo, Lisboa é a 134ª mais cara para se viver. No ano passado ocupava o 145º lugar, o que significa que subiu 11 posições depois de em 2015 até ter recuado bastante face à 94ª posição de 2014.

A explicação “prende-se essencialmente com o aumento do custo de alguns items que pesam na ponderação como os valores das rendas” habitacionais, explica a Mercer, consultora que há 22 anos realiza um estudo global sobre o Custo de Vida. As rendas das casas na cidade de Lisboa, acrescentam os responsáveis do trabalho, “com o aumento da procura, associado ao turismo, acabaram também por aumentar a nível nacional”, influenciando decisivamente os resultados.

O estudo global sobre o Custo de Vida de 2016 leva em linha de conta factores como as flutuações cambiais, a inflação no custo de bens e serviços e a volatilidade nos preços do alojamento. Elementos que, no seu conjunto, condicionam o custo dos pacotes de remuneração dos colaboradores expatriados, sendo que este estudo anual é feito a pensar precisamente nas empresas multinacionais, que têm pessoal a trabalhar em diferentes países.

Apesar da subida Lisboa mantém-se, ainda assim, abaixo do meio da tabela, entre as 209 cidades avaliadas. Do outro lado da lista, o primeiro lugar é este ano ocupado por Hong Kong, que em 2015 aparecia em segundo. Troca de posição com Luanda, que desde 2013 era apontada como sendo a mais dispendiosa cidade do mundo para se viver, mas que começa a acusar os fortes problemas económicos e financeiros registados por Angola nos últimos tempos.

De resto, o top 10 mantém-se relativamente estável face a anos anteriores:  Zurique e Singapura mantêm a terceira e quarta posições, respectivamente, e Tóquio assume o quinto posto. A capital nipónica registou uma subida de seis lugares face ao ranking de 2015. Kinshasa, no sexto lugar, aparece pela primeira vez no top 10 – no ano anterior ocupava a 13ª posição.

Destacam-se ainda, também pelas piores razões, Xangai (7º lugar), Genebra (8º), N’Djamena (9º) e Pequim (10º). Já entre as mais baratas contam-se a capital da Namíbia, Windhoek (209), a Cidade do Cabo, na África do Sul (208º) e Bichkek, a maior cidade do Quirguistão (207º).

Para realizar este este estudo, a Mercer tem como base a cidade de Nova Iorque, a qual serve depois de comparação para as demais cidades, sendo os movimentos monetários medidos em relação ao dólar  americano. É medido o custo comparativo de mais de 200 items em cada local, incluindo habitação, transportes, comida, roupa, bens de uso doméstico e entretenimento. (jornaldenegocios)

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