Apreensão de “mercadoria? dos zungueiros gera controvérsias

(OPAIS)

Os negociantes queixam-se de alguns fiscais que no exercício da sua actividade cometem excessos, porque, para além de lhes levarem o negócio, recebem o dinheiro das vendas e os objectos pessoais.

A venda em lugares não autorizados pelas administrações locais constituem transgressão administrativa. A alegada falta de clientes, a obrigação do pagamento de uma taxa diária nos mercados disponibilizados pelas administrações municipais assim como a falta de emprego, leva muitos vendedores ambulantes a elegerem as ruas como os locais mais rentáveis para o seu negócio. Dizem eles, que só assim conseguem produzir o sustento para as suas famílias.

Às 16 horas de Quarta- feira, 15, período em que se registava um trânsito intenso no sentido Aeroporto – Benfica, encontrámos o vendedor ambulante Fernando José, na Avenida 21 de Janeiro, no Morro Bento. O entrevistado explicou que tem sido cada vez mais intensa a fiscalização à venda ambulante naquele recinto, visto que os fiscais rondam o local duas ou mais vezes por dia.

Deste modo, nem sempre conseguem levar dinheiro para casa. O jovem salientou que muita das vezes não perdem o negócio graças à generosidade dos automobilistas, que os avisam quando se aproxima o carro dos fiscais. “Alguns senhores baixam o vidro do carro e avisam-nos que eles estão a vir. A partir desse momento começamos a correr”, explicou. (OPAIS)

por Afrodite Zumba-foto-de Lito Cahongulo

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