Angola responde desafios da migração digital

País responde desafios da migração digital (Foto: Angop/Arquivo)

Os passos legais e tecnológicos em curso em Angola para a concretização do advento digital na área da televisão e rádio foram reconhecidos como principais desafios que o país tem concretizado.

O facto foi reconhecido esta semana, durante o Seminário Internacional de Plataformas das Entidades Reguladoras da Comunicação Social dos Países e Territórios de Língua Portuguesa (PER), que decorreu de 22 a 25 deste mês, em Monçambique.

Segundo uma nota de imprensa chegada hoje, domingo, à Angop, o contexto actual de permanente mudança que vive o mercado mundial de televisão e das telecomunicações tem incrementado as preocupações dos principais operadores em compreender a melhor forma de perseguir novas estratégias de posicionamento no mercado.

Nesse sentido, avança o documento, Angola deu importantes passos na rota do digital com a realização de diversas actividades.

Um dos grandes objectivos da Televisão Digital Terrestre (TVDA) é massificar o acesso e promover a inclusão digital através de serviços mais baratos e a criação de uma estratégia de comunicação que visa prestar o conhecimento global da televisão digital a todos os angolanos.

No domínio da legislação, um passo importante foi dado no dia 10 de Abril de 2014 quando por Despacho Presidencial, o Titular do poder Executivo aprovou o Programa da Televisão Digital Terrestre em Angola e o seu respectivo orçamento, referente ao investimento público para a instalação do serviço de televisão digital no território nacional.

Angola está empenhada em face dos compromissos que assumiu no plano internacional, tendo em conta que a Conferência Regional de Radiocomunicações da União Internacional das Telecomunicações estabeleceu como limite a data de 17 de Junho de 2015 para que todos os países membros deixem de utilizar o sistema analógico e procedam à migração para a televisão digital terrestre.

Quanto à Rádio, a constatou-se que todas as rádios em Angola operam de forma digital, desde a captação, tratamento, edição e emissão.

O grupo Rádio Nacional de Angola (RNA) fez a migração de todas as rádios para o digital, sendo que a Rádio em Angola um grande exemplo no processo de migração do analógico para o digital.

Com efeito, o Ministério da Comunicação Social e o seu Conselho Nacional em Angola, bem como as outras entidades reguladoras da CPLP defenderam neste seminário a cooperação digital para a propagação da língua portuguesa e das línguas nacionais faladas nos países africanos de língua portuguesa.

Os reguladores e os demais técnicos de diversas áreas do saber, que participaram no evento, consideram que os media devem capacitar-se e continuar a modernizar para responder aos desafios da migração tecnológica.

“Os media da CPLP precisam alargar o seu espaço de comunicação a mais falantes do português. O desafio passará por uma produção jornalística mais preponderante e pela partilha de conteúdos de qualidade no espaço global”, refere a nota.

Os países e territórios de língua portuguesa precisam criar um nicho da língua portuguesa que paralelamente possa coabitar com as línguas nacionais no mundo digital para que haja unicidade na comunicação que os falantes da CPLP estabelecem entre si e os meios tecnológicos devem transportar conteúdos de qualidades para as comunidades.

Angola e os demais países da CPLP devem manter um intercâmbio adoptando e harminizando a mesma estratégia. Trata-se de desafios importantes e uma vez que os países da CPLP estão em níveis diferentes, devem incrementar as trocas de experiências entre si por forma a ultrapassar os constrangimentos actuais.

Portugal, por exemplo, passou para a digitalização, apesar das dificuldades, enquanto que os países africanos falantes do português têm necessidades comuns de financiar e implementar projectos definitivos de migração digital.

O seminário que teve como objectivo reflectir sobre o lugar e o espaço da língua portuguesa na era digital contou com a participação de especialistas e profissionais da comunicação em língua portuguesa e teve como lema “A língua portuguesa nos media digitais”.

As entidades reguladoras da comunicação social dos países e territórios de língua portuguesa (PER), reflectiram igualmente sobre os modelos de regulação da comunicação social existentes no espaço lusófono, bem como que atitudes ter perante a língua e como cada um deve colocá-la na plataforma, tendo em conta todas as dimensões institucional, académica ao particular, onde cada utilizador deve ter a consciência clara no acto de pensar e manipular a língua.

Angola esteve representada por Adão Faustino, adido de imprensa da Embaixada de Angola em Moçambique, Joaquim Paulo da Conceição, Porta-voz e conselheiro do Conselho Nacional da Comunicação Social e João Sebastião Narciso, secretário-geral do Conselho Nacional de Comunicação Social, respectivamente. (ANGOP)

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