Angola quer busca de soluções estáveis para os Grandes Lagos

Georges Chikoti, Ministro das Relações Exteriores de Angola (Foto: Francisco Miudo)

O compromisso de Angola, enquanto actor empenhado na procura de consensos políticos alargados visando soluções estáveis e duradouras para a resolução dos problemas observados na região dos Grandes Lagos, foi reafirmado hoje, segunda-feira, em Luanda, pelo ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti.

Em declarações proferidas na cerimónia de encerramento da reunião do Comité Regional Interministerial da CIRGL, que teve início domingo, o ministro Georges Chikoti reconheceu ainda a importância das contribuições de todos os Estados, sem a qual não seria possível o sucesso da reunião.

Acrescentou que esta foi uma grande oportunidade para a análise dos progressos alcançados nos últimos anos e a situação política e de segurança nela, com especial destaque para o Leste da RDC, no Burundi, RCA e Sudão do Sul.

O ministro reputou como sendo de grande importância o relatório da 7ª Reunião do Comité dos Ministros da Defesa sobre a situação humanitária e de segurança na região, o Relatório da 6ª Reunião do Comité dos Ministros dos Negócios Estrangeiros e o Relatório da Reunião dos Ministros da Justiça, apresentado pelo titular da pasta angolana, Rui Mangueira.

Com base nestes relatórios, segundo Georges Chikoti, concluíram ter havido alguns progressos na implementação do Pacto dos Grandes Lagos, embora se reconheça a necessidade de se reforçar a capacidade da organização para melhor enfrentar os desafios políticos e de segurança que continuam a afectar a estabilidade e desenvolvimento da região.

Disse ainda considerar como sendo essencial o desenvolvimento de esforços conjuntos para renovar e reforçar o compromisso de implementar o Pacto e os protocolos como mecanismos eficazes para a prevenção, gestão e resolução dos conflitos na região.

Deste modo, encorajou o diálogo entre o governo da RDC e a oposição política e felicitou o sucesso do processo de concertação entre as autoridades deste país e as Nações Unidas sobre a continuidade das acções da Monusco, garantindo os mecanismos necessários para a paz e segurança no Leste do país.

Reafirmou a satisfação pelos acordos alcançados entre o governo do Sudão do Sul e a oposição e apelou ao empenho da comunidade internacional para garantir a sua implementação, com vista a melhoria das condições humanitárias no país.

Disse ainda apoiar todas as iniciativas que buscam uma solução pacifica e consensual das crise política no Burundi, em especial os esforços dos presidentes Yoweri Musseveni e Benjamin Kapa, na qualidade de mediadores.

Já o Secretário Executivo cessante, Ntumba Luaba, em breves palavras agradeceu o apoio ao longo do seu mandato, mesmo em momentos difíceis, sobretudo a Angola por ter contribuído de modo activo para o andamento da organização.

Os trabalhos visam a preparação da VI Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da organização, a ter lugar terça-feira (14) sob o lema “Aceleremos a efectiva implementação do Pacto e seus protocolos para a maior democracia e estabilidade da região dos Grandes Lagos”.

Criada em 1994, após conflitos que se registaram na região, a CIRGL é constituída por Angola, Burundi, Zâmbia, RDC, RCA, Congo, Quénia, Uganda, Rwanda, Sudão do Sul, Sudão e Tânzania. (ANGOP)

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