Angola LNG realiza primeiro carregamento pós-paralisação

Produção tende a melhorar (ANGOP)

A Angola LNG (ALNG) confirmou hoje que foi retomada a produção da unidade de liquefacção do Soyo, norte de Angola, depois da recente paralisação da mesma. O primeiro carregamento de gás natural liquefeito (LNG) pós-paralisação foi concluído no Soyo e será comercializado no âmbito de um concurso de venda internacional.

De acordo com um documento a que a Angop teve hoje acesso, a produção está em curso e a ALNG espera realizar novos carregamentos de LNG e de GPL (gás de petróleo liquefeito) no âmbito do processo de testes e de rearranque da unidade.

A entrega formal da unidade pelo empreiteiro geral, Bechtel, e a sua exploração comercial ocorrerão como previsto, no termo da paralisação programada.

Segundo Artur Pereira, presidente Executivo da Angola LNG Marketing, citado pela nota de imprensa a propósito disse que a Angola LNG está satisfeita com o retomar da produção.

“O mercado mudou muito enquanto a nossa unidade esteve paralisada, mas estamos satisfeitos porque estamos a conseguir entregar LNG de Angola em todo o mundo e a assumir o nosso lugar enquanto fornecedor fiável e seguro no mercado mundial de LNG”, acrescentou.

Os futuros carregamentos de LNG serão comercializados a nível global, através de diversos processos de venda, incluindo concursos internacionais.

Angola é o segundo maior produtor de petróleo na África subsariana. A Angola LNG contribui para o desenvolvimento da indústria angolana de petróleo e gás e para a redução das emissões de gases de estufa, ao criar uma nova fonte de energia limpa. A missão da Angola LNG é contribuir para a eliminação da queima de gás, fornecer energia limpa e fiável aos clientes e potenciar benefícios económicos ao país, às comunidades locais e aos seus accionistas.

A Angola LNG irá recolher, processar e comercializar cerca de 5,2 milhões de toneladas LNG por ano, para além de gás natural para uso interno e líquidos (propano, butano e condensados), com a sua unidade no Soyo (Angola).

Historicamente, o gás associado à exploração de petróleo tem sido queimado ou reinjectado nos reservatórios, pelo que a Angola LNG constitui uma solução para a recolha, processamento e produção de LNG e demais produtos. No futuro, a Angola LNG poderá assegurar o desenvolvimento de gás não associado, se necessário para suprir o abastecimento de gás associado.

A unidade da Angola LNG tem estado paralisada desde a ocorrência de um incidente em Abril de 2014, o qual determinou a necessidade de reparações e modificações de projecto que foram realizadas pelo empreiteiro do Angola LNG, a Bechtel.

A Angola LNG anunciou recentemente a assinatura de um Acordo de Venda LNG com a EDF Trading. Os accionistas da Angola LNG Limited são a Sonangol (22,8%), Chevron (36,4%), BP (13,6%), ENI (13,6%), e Total (13,6%). (ANGOP)

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