Angola e Namíbia assinam protocolo no domínio das pescas

Ministra das Pescas, Victória de Barros Neto. (Foto: Henri Celso)

Quatro protocolos no domínio das pescas foram assinados hoje, sexta-feira, em Luanda, entre o Ministério das Pescas de Angola e o das Pescas e dos Recursos Marinhos da República da Namíbia, no âmbito de um memorando de entendimento assinado pelos dois países em 2014.

Tratam-se dos acordos sobre cooperação económica, investigação pesqueira, fiscalização de pesca, gestão de pesca e aquicultura.

Para além dos protocolos, foram também aprovados os planos de acção para a implementação da cooperação nos respectivos domínios.

Na ocasião, a ministra das Pescas, Victória de Barros Neto, referiu que os presentes protocolos vão permitir aos titulares do sector o seguimento das acções preconizadas e o controlo das mesmas.

Como benefícios a tirar da presente cooperação, Victória de Barros apontou a área de formação de quadros e de gestão de pescas, adiantando também que Angola e a Namíbia partilham o mesmo ecossistema (corrente fria de Benguela) e têm recursos partilhados que devem ser investigados e geridos pelos dois países.

Segundo a governante, podem também ser tirados benefícios mútuos na implementação do amplo projecto de aquicultura que os dois países estão a implementar, adiantando que existem também tecnologias que podem ser adequadas, tanto num como no outro país.

“ Podemos também tirar proveito dos meios técnicos que os dois países têm na área de investigação pesqueira e na de fiscalização”, disse.

A cooperação empresarial, de acordo com a governante, é importante, pois, os países têm que partilhar negócios, arranjar parcerias tecnicamente e financeiramente mais capazes, não só, a
nível dos dois países, mas também atrair parceiros de outros países, e fazer desenvolver negócios que tragam benefícios para os dois países.

O ministro namibiano, Bernhard Esau, referiu que cada protocolo possui um plano de acção, por isso, é o momento dos mesmos serem executados.

“Sou de opinião que vamos alcançar bons resultados, se assim não for, a nossa relação estará em risco”, disse .

Referiu que os acordos assinados vão facilitam a exploração dos recursos dos dois países, endireitar as áreas de criação de emprego e alcançar os objectivos em termos de avançar a economia. (ANGOP)

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