Alemanha classifica como “genocídio” o massacre de arménios pelo Império Otomano em 1915 (vídeo)

(EURONEWS)

O Parlamento alemão aprovou, quase por unanimidade, uma resolução que reconhece como “genocídio” o massacre de 1,5 milhões de cristãos arménios pelo Império Otomano, em 1915, durante a Primeira Guerra Mundial. A resolução foi aprovada com apenas um voto contra e uma abstenção.

A Arménia acusa o Império Otomano de ter matado 1,5 milhões de arménios em 1915. Inúmeros historiadores e mais de 20 países, como a França, a Itália e a Rússia, reconhecem o genocídio. Por seu lado, a Turquia defende-se, dizendo que se tratou de uma guerra civil, agravada pela fome, em que morreram entre 300 mil e 500 mil arménios e outros tantos turcos.

A Arménia acusa o Império Otomano de ter matado 1,5 milhões de arménios em 1915. Inúmeros historiadores e mais de 20 países, como a França, a Itália e a Rússia, reconhecem o genocídio. Por seu lado, a Turquia defende-se, dizendo que se tratou de uma guerra civil, agravada pela fome, em que morreram entre 300 mil e 500 mil arménios e outros tantos turcos.

“Absurdo”: foi como o primeiro-ministro turco classificou o voto, esta quinta-feira, na Alemanha, da resolução que reconhece o “genocídio” de arménios pelo Império Otomano, que deu origem à Turquia.

Tal como o presidente Recep Tayyip Erdogan, Binali Yildirim, o chefe do governo, avisou que o reconhecimento do genocídio arménio irá prejudicar as relações bilaterais entre Ancara e Berlim, mas não irá comprometer o acordo com a União Europeia para a gestão da crise dos refugiados.

“Este voto é absurdo. É claro que as relações com a Alemanha vão ser prejudicadas. Não há qualquer dúvida sobre isso”, afirmou Yildirim.

Os deputados alemães receberam mesmo ameaças de morte por causa da resolução, mas para o líder parlamentar dos Verdes, “quem mostra coragem não são os membros do Parlamento (alemão), mas as pessoas que vivem na Turquia e que às vezes pagam com a vida o facto de falarem desta questão”, recordou Cem Ozdemir, filho de um casal turco que imigrou para a Alemanha nos anos 60 do século passado.

“Não matamos ninguém em particular, só defendemos o nosso país” responde parte da gigantesca comunidade turca na Alemanha, que tem protestado veementemente contra o reconhecimento do genocídio arménio.

A Turquia afirma que não houve nenhuma campanha organizada pelo Império Otomano para erradicar os cristãos arménios. (EURONEWS)

por Marco Lemos | com REUTERS, AFP, EFE

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