Activistas angolanos continuam à espera de uma resposta sobre os seus recursos

Activistas angolanos durante a leitura da sua sentença a 28 de Março. (DR)

Quando no próximo dia 20 de Junho vai fazer um ano que os activistas angolanos foram detidos sob a acusação de “actos preparatórios de rebelião”, os 17 jovens entretanto condenados a penas de prisão entre os 2 e os 8 anos continuam a aguardar decisões judiciais em torno dos recursos por inconstitucionalidade e o pedido de Habeas Corpus apresentado pela sua defesa pouco depois da sua sentença em finais de Março.

No começo de mês de Maio, foi noticiado que um dos activistas detidos nas imediações de Luanda, o rapper Luaty Beirão recusou alimentar-se e escolheu o silêncio e a nudez para protestar contra a sua transferência para o hospital-prisão de São Paulo, em Luanda. Nesse mesmo período, soube-se igualmente que as activistas Laurinda Gouveia e Rosa Conde, detidas na ala feminina da prisão de Viana, foram agredidas por co-detidas com a conivência dos guardas prisionais, informações desmentidas pelas autoridades prisionais.

Algumas semanas depois destas ocorrências, os 15+2 continuam agora à espera de uma resposta por parte da justiça do seu país, uma resposta que tende a não ser tão célere quanto do desejável do ponto de vista de Luís Nascimento, advogado de uma parte de entre eles. (RFI)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA